segunda-feira, 18 de abril de 2011

MENINO DE RUA


Junior Alberto Rieffel Silveira, Aluno do PROSEPA – 2° RPMon, Sant’Ana do Livramento/RS


PROCURO UM BOM AMIGO
QUE MOSTRE UM BOM RUMO
QUE ME TIRE DAS RUAS
LUGAR QUE HÁ TEMPO EU DURMO

PROCURO UM BOM AMIGO
QUE ME ESTENDA A SUA MÃO
POIS AFINAL DE CONTAS
EU TAMBÉM SOU SEU IRMÃO

PROCURO UM BOM AMIGO
QUE ME ENSINE COISAS BELAS
PARA QUE EU POSSA CRESCER
BEM LONGE DAS CELAS

PROCURO UM BOM AMIGO
QUE SE INTERESSE POR MIM
PARA QUE UM DIA EU POSSA
SER RESPONSÁVEL ENFIM!

SE PASSARES POR MIM
NÃO ESNOBE AUTORIDADE
POIS NÃO DEVES ESQUCER
QUE JÁ TEVE MINHA IDADE

SE HOJE EU VIVO NAS RUAS
E ANDO CHEIRANDO COLA
ISSO NÃO DOI MINHA ESCOLHA
É QUE EU TENTREI IR À ESCOLA

POR ISSO É QUE TE PEÇO
AUXILIA QUANDO PUDERES
FAZ A TUA PARTE TAMBÉM
PARA QUE UM DIAS EU POSSA
SER ORGULHO DE ALGUÉM.

sábado, 9 de abril de 2011

DESTINOS E AÇÕES PARA O RS

Um balanço da gestão do parlamento gaúcho iniciada há pouco mais de dois meses mostra resultados positivos alcançados pelo novo ambiente vivido no Estado, em que não se eliminaram as diferenças de opiniões, mas contemplaram-se os interesses maiores da sociedade, consagrando o que me parece fruto de uma visão diferenciada, de generoso sentimento coletivo público determinado a alavancar o RS a outro patamar de desenvolvimento econômico e social.

Favorecidos por este cenário, tivemos apoio decisivo na Casa Legislativa para instituir um comitê gestor que evite a descontinuidade operacional provocada pela positiva alternância democrática. Neste contexto de mútua receptividade, constituímos as comissões permanentes em tempo recorde, em fevereiro, quando usualmente ultrapassavam março. Também firmamos convênio importante e pioneiro com a Câmara dos Deputados, sedimentado pela atuação da nossa bancada federal, protagonista em uma outra demonstração de unidade, força e foco que uniu o Estado e o município com os Legislativos federal, estadual e municipal a favor do metrô de Porto Alegre.

Nos próximos dias, assinaremos convênio com a TVE e a TV Câmara Federal, ampliando o alcance de transmissão da TV Assembleia, encaminhando-a para o sistema digital e canal aberto, favorecendo a transparência. A ação de solidariedade com as vítimas das enchentes de São Lourenço do Sul, a deferência da Ospa para que o nosso Dante Barone hospedasse a estreia do seu calendário de apresentações, a instituição de 2011 como Ano do Cinquentenário da Legalidade e a determinação de dotar a Assembleia de condições de plena acessibilidade são iniciativas que demonstram que estamos atuando coletivamente no resgate do parlamento como centro da política do RS.

É neste terreno focado em ações de unidade, que agora lançamos, em parceria com a Câmara Federal, o programa Destinos e Ações para o Rio Grande, resultado de uma construção conjunta com apoio dos deputados de diferentes partidos. O propósito é fortalecer o papel da representação democrática e referenciar o parlamento como espaço público dos grandes debates.

Aqui nesta Assembleia, que completa 176 anos neste mês, vamos discutir políticas de saúde, educação e inclusão digital, erradicação da miséria, combate à violência contra as mulheres, mudanças climáticas, inovação e reforma política, entre outros, para a formulação de propostas que se materializem em ações que beneficiem concretamente a sociedade gaúcha.

ADÃO VILLAVERDE, PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO RIO GRANDE DO SUL

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - A PROPÓSITO: PARABÉNS PELO ANIVERSÁRIO OCORRIDO ONTEM. Desejo ao nosso amigo VILLA muita saúde, felicidade e sucesso na nobre e honrosa missão que desempenha com reflexo nas nossas vidas. Que Deus o ilumine com a diplomacia e o dote da sabedoria necessária para mediar e resolver as questões mais delicadas e os maiores demandas do povo gaúcho, em especial aquelas que atingem a preservação da ordem pública e da incolumidades das pessoas e do patrimônio, valorizando os bravos e dedicados agentes policiais, os esforçados agentes penitenciários, e os profissionais esquecidos da educação e da saúde.

OBRIGADO CIOSP - EMERGÊNCIA 190


EMERGÊNCIA 190

O serviço de EMERGÊNCIA 190 é um dos mais importantes do Estado na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. É a versão brasileira do Emergência 911 americano. As Polícias Militares no Brasil instituíram o telefone 190 como de emergência instalados em Centros de Operações Policial Militar (COPOM)e Salas de Operações das unidades do Interior.

Pois, ontem, perto da noite, precisei acionar o 190. O meu filho de 22 anos, portador de dislexia e déficit de Atenção, ao sair da empresa no seu primeiro dia de trabalho, tendo pego o ônibus sem avisar a família, desceu em local desconhecido e, desorientado, entrou em estado de pânico. Suas necessidades especiais fomentaram um estado emocional que obstruiu a razão, dificultando todas as tentativas para acalmar, aconselhar e orientar para as placas indicativas de ruas. Ao invés de parar, caminhava nervoso pelas ruas como se fossem labirintos. Acabou perto da noite numa praça deserta, o que aumentou ainda mais o pânico.

Tivemos que apelar para o 190. A capacidade dos profissionais que atuam no CIOSP mais o respeito à BM ensinado para o nosso filho restabeleceu a razão, algo que não tínhamos conseguido como pais. É a história do santo de casa que não faz milagre. Só com a intervenção positiva de uma policial militar que ali trabalha foi possível localizá-lo, depois de muita angústia e dificuldade na comunicação com ele, pelo estado emocional envolvido.

Com este texto, gostaríamos de agradecer ao pessoal do CIOSP - Metropolitano/ Porto Alegre, pela forma atenciosa, proativa e prestativa na ajuda dada à nossa famíla, essencial para o sucesso na localização e na minimização do transtorno.

Parabéns a todos e muito obrigado.

EMERGÊNCIA 911

Haleyville, Alabama – 16 de Fevereiro de 1968

O texto que se segue é um resumo dos eventos relacionados à primeira chamada 911 (versão norte-americana do 190 brasileiro).

Antes de Alexander Graham Bell inventar o telefone, em 02 de junho de 1875, já existiam as “comunicações da segurança pública” nos EUA, ainda que restritas apenas aos chamados “town criers”. Os “town crier” eram um indivíduos que, em situações de emergência, caminhavam pelas ruas gritando por socorro. Nos EUA da década de 1950 já eram muito comuns as empresas privadas de telefonia. Se alguém necessitava da polícia tinha que discar o número específico da estação policial daquele local, ou, no caso de incêndio, chamar diretamente a instalação de bombeiros da localidade. Se fosse buscado um outro tipo de auxílio de emergência, através de uma instituição ou autoridade, o público discava o “zero” para ser atendido pela telefonista de informações, tendo de solicitar a ela o número daquela instituição ou pessoa buscada, discando tal número, a própria pessoa, logo em seguida.

Em 1958 o Congresso dos EUA começou a discutir acerca do estabelecimento de um número universal para as chamadas públicas de emergência, face a situação peculiar, já citada, envolvendo instituições privadas, e que emergira nesse importante setor de atendimento ao público. Na ocasião, juntaram-se a Comissão Presidencial para Assuntos Policiais (“President's Commission of Law Enforcement”) e a Comissão Federal de Telecomunicações (Federal Communications Commission), entabulando uma ampla discussão nacional acerca de qual seria o melhor número único para tal finalidade, sempre tendo em conta que ele teria de ser, ! primordialmente, de fácil memorização. Isso foi buscado, ainda mais intensamente, tendo em conta o número crescente de chamadas de emergência que continuavam sendo atendidas por telefonistas de empresas privadas de telefonia.

As pessoas em situações de emergência ficavam dependendo da disponibilidade da telefonista comercial de informações, muitas vezes aguardando por minutos preciosos, enquanto a “informações” atendia um outro usuário, via de regra numa situação ordinária de “auxílio à lista”. As empresas privadas, por sua vez, tinham que lidar com a difícil questão de estabelecer critérios acerca de como separar as chamadas de emergência, daquelas outras, comuns, acerca de pedidos ordinários de informação (auxílio à lista).

Por mais de dez anos essa questão foi discutida entre as instituições públicas interessadas... As organizações policiais entendiam que deveriam receber as chamadas de emergência, elas próprias, enquanto os bombeiros achavam que seria melhor que eles fizessem tal função. Até mesmo certos hospitais advogavam a prestação desse serviço.
A cidade de Haleyville, no Estado do Alabama, inaugurou o primeiro sistema 911 dos EUA, o qual ficaria baseado nas instalações da polícia da cidade. O porta-voz da vereança de Haleyville, Rankin Fite, fez a primeira chamada do 911, sendo respondido pelo deputado estadual Tom Bevill, que o contestou de um telefone vermelho brilhante instalado na estação de polícia local. Também testemunharam esse evento histórico o prefeito James Whitt, o presidente da comissão de serviços públicos Eugene (Bull) Connor e o presidente da empresa telefônica do Alabama, B. W. Gallagher. Foi assim que, em 16 de fevereiro de 1968, foi rea! lizada a primeira chamada 911.

Pode parecer que foi fácil o surgimento do serviço 911, mas tal não é verdade. O mérito do estabelecimento do serviço deve ser atribuído, basicamente, a Bill Frye, um jovem empresário de vinte poucos anos e que, à época, presidia a Associação Independente de Telefônicas do Alabama e Mississippi. Bill era extremamente técnico em assuntos de eletrônica, já tendo estabelecido várias bases telefônicas como parte de sua experiência profissional. Ele ficou interessado no estabelecimento do sistema 911 de Haleyville face o desafio técnico que a empreitada representava...

Nos primeiros estágios de desenvolvimento do projeto as pessoas da cidade não acreditavam que a polícia fosse capaz de realizar, a contento, o serviço de atendimento geral de emergência através do número 911. Os moradores de Haleyville, assim como alguns membros do Congresso, temiam que a municipalidade não tivesse pessoal qualificado para responder e encaminhar "todo e qualquer tipo de chamada de emergência". Quando as autoridades locais finalmente concordaram com Bill Frye em estabelecer o serviço e ele se colocou em contato com seu chefe direto, B.W.Gallagher, obtendo a devida permissão para implementar o projeto, Gal! lagher fez questão de alerta-lo para o fato de que estavam iniciando um projeto jamais realizado antes. Gallagher então indagou a Frye, "Se eu conseguir a aprovação do projeto pela Comissão Federal de Telecomunicações e tiver todos os interlocutores engajados, quanto tempo você levará para instalar o sistema?" Frye respondeu que tudo estaria pronto em aproximadamente uma semana...

Dr.George Felipe de Lima Dantas - Policia-br - Forum de discussão sobre Segurança Pública.

domingo, 3 de abril de 2011

GOT TALENT - ANIMAÇÃO EM AREIA

Kseniya Simonova foi a vencedora da edição Ucraniana do Got Talent. Na final, ao vivo, fez uma animação da invasão da Alemanha na Ucrânia durante a Segunda Guerra Mundial, tendo usado os dedos e uma superfície com areia.

Trouxe lágrimas aos olhos de juízes e do público. Foram 8 minutos maravilhosos que demonstraram um talento especial e trouxeram, através da arte, a memória viva de uma guerra que marcou várias gerações. É de arrepiar mesmo.

Kseniya Simonova ganadora del Ukraine's Got Talent por animación con arena, realmente genial.



Encaminhada por Otomar José König

A MELHOR MANEIRA DE USAR O CARTÃO NO EXTERIOR


O governo alterou as regras para compras feitas nas viagens internacionais com o dinheiro de plástico. Saiba o que mudou e como atenuar a mordida do imposto. Adriana Nicácio e Monique Oliveira - Revista Isto É, N° Edição: 2160, 03/04/2011

Para conter a valorização do real e a deterioração das contas externas, o governo aumentou de 2,38% para 6,38% o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A medida, que começa a valer a partir de 28 de abril, atinge em cheio as famílias com viagens programadas para outros países que usam cartão de crédito para suas compras internacionais. A questão agora é o que fazer para atenuar a mordida do governo. Uma alternativa óbvia – e arriscada – é sair do Brasil apenas com dinheiro no bolso. Nas casas de câmbio, o IOF permanece em 0,38% e o limite permitido para viagens ao Exterior é de R$ 10 mil. Os cartões pré-pagos são outra opção para driblar o aumento do imposto, mas obrigam o turista a antecipar os gastos que serão feitos em território estrangeiro. Há três opções de cartões pré-pagos no mercado (Amex Global Travel, Mastercard Cash Passport eVisa Travel Money).

A forma de usá-los é simples. Basta carregar o pré-pago pela cotação do dia e o IOF, também de 0,38%, é descontado imediatamente nas casas de câmbio ou nos bancos. Confira o que o novo imposto muda na sua rotina de compras e conheça as melhores opções de pagamento para viagens internacionais.

quarta-feira, 30 de março de 2011

PENSAMENTO NEGATIVO ACIONA GATILHO DO ERRADO


Alerta aos pessimistas: pensamento negativo tem poder. Gatilho hormonal é disparado no cérebro quando a pessoa crê que algo vai dar errado - Juliana Bublitz. ZERO HORA, 29/03/2011

"Ó, vida, ó, azar!", queixava-se a hiena Hardy Har Har, no clássico desenho animado, prevendo que as coisas não dariam certo. Agora, uma pesquisa provou que, de alguma forma, Hardy tinha razão. Se um paciente pensa que o tratamento não vai funcionar, ele provavelmente não irá, mesmo com as melhores técnicas ou os mais potentes medicamentos.

Uma antiga crença popular acaba de ganhar comprovação científica. Publicado em fevereiro na revista Science Translational Medicine, um estudo liderado pela Universidade de Oxford, da Grã-Bretanha, com a participação de outras três instituições europeias, mostrou que o pensamento negativo pode, sim, ter consequências nocivas. Pelo menos quando o assunto é saúde.

Decididos a desvendar os mistérios do cérebro e a testar se as convicções dos pacientes podem alterar o resultado de um tratamento, os cientistas reuniram 22 voluntários para uma bateria de exames. No laboratório, sem que os envolvidos soubessem, manipularam suas expectativas em relação à dor. Os resultados foram surpreendentes.

Imagine a cena: acomodados em um aparelho de ressonância magnética, com tubos intravenosos nos braços, os participantes foram expostos a uma dor física, provocada por uma fonte de calor. Pela corrente sanguínea, passaram a receber um analgésico potente.

Em determinado momento, ficaram sabendo que o medicamento seria cortado repentinamente. Quando isso aconteceu, os relatos de sofrimento aumentaram vertiginosamente. Nada demais, não fosse um pequeno detalhe: eles continuavam medicados. O mais curioso é que, por meio de imagens da atividade cerebral dos voluntários, os estudiosos confirmaram que eles realmente sentiam o desconforto relatado. Em outras palavras, a certeza de que a situação iria piorar anulou o efeito do remédio.

— Isso mostra que os médicos não podem subestimar a influência das expectativas negativas que os pacientes têm sobre o resultado de um tratamento —, declarou a professora Irene Tracey, do Centro de Ressonância Magnética Funcional do Cérebro da Universidade de Oxford, que comandou o trabalho.

Pessimistas

A conclusão também reforça algo que outras pesquisas já vinham apontando. Um levantamento desenvolvido em 2010 pela International Stress Management Association (Isma) revelou que, entre pessimistas inveterados, as chances de desenvolver moléstias — como problemas gástricos, dores musculares, arritmia e taquicardia — são maiores.

— Na ciência, classificamos os pessimistas como pessoas que interpretam as dificuldades como fracassos e sempre esperam o pior. Eles sofrem muito. Acham que o mundo é injusto, são inflexíveis e obsessivos — , destaca a presidente da Isma no Brasil e Ph.D. em psicologia, Ana Maria Rossi.

Não raro, quanto mais pensamentos negativos nutrem, mais pessimistas ficam. Mas o que está por trás disso? O neurologista Pedro Schestatsky diz que a explicação passa por um conjunto de fatores. Em geral, sempre que uma pessoa crê que algo vai dar errado e vive uma situação de estresse, um gatilho hormonal é disparado no cérebro, e substâncias como cortisol e adrenalina são liberadas. É como se o órgão percebesse que há algo ruim por vir e preparasse o corpo para a guerra — mantendo-o em estado de hipervigilância.

Em pessoas saudáveis, essas descargas são comuns e até benéficas. O problema é que, no caso dos pessimistas, passam a ser contínuas. O resultado da cascata hormonal é a diminuição da capacidade de suportar a dor e o enfraquecimento do sistema imunológico, abrindo brechas a doenças. Por essa e por outras razões, Schestatsky comemora o resultado da pesquisa britânica:

— O estudo comprova o quanto é importante o médico conversar com seu paciente, entender o que se passa na cabeça dele e trabalhar isso. Não adianta atendê-lo em cinco minutos e prescrever um remédio sem um vínculo terapêutico. Se a expectativa for ruim, tem tudo para dar errado.

Saiba mais

Dos versos melancólicos e negativos do poeta inglês Lord Byron à saga de Luis da Silva, protagonista de Angústia, de Graciliano Ramos, os conflitos vividos por homens e mulheres de mal com o mundo perpassam gerações e pululam livros, filmes e programas de TV. Até os fãs dos desenhos animados se acostumaram a rir do velho e choroso bordão "ó, céus, ó, vida, ó, azar", de Hardy Har Har, a impagável hiena criada pelos estúdios Hanna-Barbera.

A técnica

Para ajudar pacientes a superarem o negativismo, a psicóloga Ana Maria Rossi costuma ensinar um método simples, desenvolvido na década de 80, chamado de técnica da visualização. Funciona assim:

1. Sempre que você estiver em uma situação que desencadeie algum pensamento negativo, pare o que está fazendo e respire fundo.

2. A ideia é que você "engane" seu cérebro. Em função de fatores neurológicos, ele não diferencia o real do imaginado. Para isso, antes que ele comece a produzir os hormônios relacionados ao pessimismo, substitua o pensamento negativo por um positivo e visualize a cena.

3. Repita o processo sempre que necessário e se programe para agir dessa forma até que passe a ser algo natural.

Problema tem solução

Pessimistas são como peixes presos a uma rede em alto-mar. Não é fácil se libertar da trama e dar um basta aos pensamentos negativos, afirmam os médicos. Mas não é impossível.

— O problema é que quando o pessimista vê uma luz no fim do túnel, acha que é a locomotiva que vem vindo. Ele se alimenta de fatos negativos. É um obsessivo —, diz a psicóloga Ana Maria Rossi.

O neurologista Pedro Schestatsky, coordenador do Comitê de Dor da Sociedade Europeia de Neurologia, vai mais longe: muitos desses pacientes, na verdade, têm transtorno de personalidade catastrófica:

— Eles supervalorizam a dor, como aqueles sujeitos que têm uma unha encravada e acham que vão morrer.

Não raro, complementa o psiquiatra Fernando Lejderman, o quadro está associado a depressão ou ansiedade. Dependendo da gravidade dos sintomas, o paciente só supera a situação com terapia e medicamentos.

— É difícil, mas se a pessoa reconhecer o problema, consegue vencer —, ressalta Lejderman.

Acostumado a receber em seu consultório adolescentes atormentados pelo vestibular, o psicólogo Fernando Elias José vive isso quase todos os dias. Especializado em psicoterapia cognitivo-comportamental, ele ajuda jovens a superarem o pessimismo.

— Muitos chegam aqui certos de que nunca vão passar no concurso. Só depois de muita conversa a gente consegue reverter esse tipo de crença— , explica José.