sábado, 5 de outubro de 2013

100 ERROS DE PORTUGUÊS FREQUENTES NO MUNDO CORPORATIVO

REVISTA EXAME 03/10/2013 06:00

De A a Z, confira os erros de português mais frequentes no universo corporativo, segundo especialistas consultados por EXAME.com


Camila Pati, de


São Paulo – Especialistas advertem: tropeçar no português pode prejudicar a sua carreira. Mas é certo também que há erros que saltam aos olhos e há aqueles que quase passam despercebidos.

A lista de equívocos frequentes no mundo corporativo é grande e é bem provável que você já tenha cometido alguns deles. Para chegar aos 100 erros, EXAME.com consultou professores de português e também o livro de Laurinda Grion “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva. De A a Z, confira os tropeços mais comuns e as dicas para nunca mais errar:

1 A/há

Erro: Atuo no setor de controladoria a 15 anos.
Forma correta: Atuo no setor de controladoria há 15 anos.

Explicação: Para indicar tempo passado usa-se o verbo haver.

2 A champanhe/ o champanhe


Erro: Pegue a champanhe e vamos comemorar.
Forma correta: Pegue o champanhe e vamos comemorar.

Explicação: De acordo com o Dicionário Aurélio, a palavra “champanhe” provém do francês “champagne” e é um substantivo masculino, como defende a maioria dos gramáticos, explica Diogo Arrais, professor do Damásio Educacional

3 A cores/ em cores

Erro: O material da apresentação será a cores
Forma correta: O material da apresentação será em cores

Explicação: Se o correto é material em preto em branco, o certo é dizer material em cores, explica Laurinda Grion no livro "Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer).

4 A domicílio/ em domicílio

Erro: O serviço engloba a entrega a domicílio
Forma correta: O serviço engloba a entrega em domicílio

Explicação: No caso de entrega usa-se a forma em domicílio. A forma a domicílio é usada para verbos de movimento. Exemplo: Foram levá-lo a domicílio.

5 A longo prazo/ em longo prazo

Erro: A longo prazo, serão necessárias mudanças.
Forma correta: Em longo prazo, serão necessárias mudanças.

Explicação: Usa-se a preposição em nos seguintes casos: em longo prazo, em curto prazo e em médio prazo.

6 A nível de/ em nível de

Erro: A nível de reconhecimento de nossos clientes atingimos nosso objetivo.
Forma correta: Em relação ao reconhecimento de nossos clientes atingimos nosso objetivo

Explicação: De acordo com o professor Reinaldo Passadori, o uso de “a nível de” está correto quando a preposição “a” está aliada ao artigo “o” e significa “à mesma altura”. Exemplo: Hoje, o Rio de Janeiro acordou ao nível do mar. A expressão "em nível de" está utilizada corretamente quando equivale a "de âmbito" ou "com status de". Exemplo: O plebiscito será realizado em nível nacional.

7 À partir de/ a partir de

Erro: À partir de novembro, estarei de férias
Forma correta: A partir de novembro, estarei de férias.

Explicação: Não se usa crase antes de verbos

8 A pouco/ há pouco

Erro: O diretor chegará daqui há pouco.
Forma correta: O diretor chegará daqui a pouco.

Explicação: Nesse caso, há pouco indica ação que já passou, pode ser substituído por faz pouco tempo. A pouco indica ação que ainda vai ocorrer, a ideia é de futuro.


9 À prazo/ A prazo

Erro: Vamos vender à prazo
Forma correta: Vamos vender a prazo.

Explicação: Não se usa crase antes de palavra masculina.

10 À rua/ Na rua

Erro: José, residente à rua Estados Unidos, era um cliente fiel.
Forma correta: José, residente na rua Estados Unidos, era um cliente fiel.

Explicação: Os vocábulos residir, morador, residente, situado e sito pedem o uso da preposição em.

11 A vista/ à vista

Erro: O pagamento foi feito a vista.
Forma correta: O pagamento foi feito à vista.

Explicação: Ocorre crase nas expressões formadas por palavras femininas. Exemplos: à noite, à tarde, à venda, às escondidas e à vista.

11 Adequa/ adequada

Erro: O móvel não se adequa à sala
Forma correta: O móvel não é adequado à sala.

Explicação: Adequar é um verbo defectivo, ou seja, não se conjuga em todas as pessoas e tempos. No presente do indicativo são conjugadas apenas primeira e a segunda pessoa do plural (nós adequamos, vós adequais).

13 Agradecer pela/ agradecer a

Erro: Agradecemos pela preferência
Forma correta: Agradecemos a preferência

Explicação: O certo é agradecer a alguém alguma coisa. Exemplo: Agradeço a Deus a graça recebida.

14 Aluga-se/ alugam-se

Erro: Aluga-se apartamentos
Forma correta: Alugam-se apartamentos

Explicação: O sujeito da oração (apartamentos) concorda com o verbo.

15 Anexo/ anexa/ em anexo

Erro: Segue anexo a carta de apresentação.
Formas corretas: Segue anexa a carta de apresentação. Segue em anexo a carta de apresentação.

Explicação: Anexo é adjetivo e deve concordar com o substantivo a que se refere, em gênero e número. A expressão em anexo é invariável. Laurinda Grion, autora de "Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)" lembra que alguns estudiosos condenam o uso da expressão em anexo. Portanto, dê preferência à forma sem a preposição.

16 Ao invés de/ em vez de

Erro: Ao invés de comprar carros, compraremos caminhões para aumentar nossa frota.
Forma correta: Em vez de comprar carros, compraremos caminhões para aumentar nossa frota.

Explicação: “Ao invés de” representa contrariedade, oposição, o inverso. “Em vez de” quer dizer no lugar de. É uma locução prepositiva, sendo terminada em de normalmente.

17 Aonde/onde

Erro: Não sei aonde fica a sala do diretor
Forma correta: Não sei onde fica a sala do diretor

Explicação: O advérbio onde indica lugar em que algo ou alguém está. Deve ser utilizado somente para substituir vocábulo que expressa a ideia de lugar. Exemplo: Não sei onde fica a cidade de Araguari. O advérbio aonde indica também lugar em que algo ou alguém está, porém quando o verbo que se relacionar com "onde" exigir a preposição “a”, deve-se agregar esta preposição, formando assim, o vocábulo "aonde". Expressa a ideia de destino, movimento, conforme exemplo a seguir: aonde você irá depois das visitas?

18 Ao meu ver/ a meu ver


Erro: Ao meu ver, a reunião foi um sucesso
Forma correta: A meu ver, a reunião foi um sucesso.

Explicação: Não existe a expressão ao meu ver. As formas corretas são: a meu ver, a nosso ver, a vosso ver.

19 Às micro/ às micros

Erro: O pacote de tributos refere-se às micro e pequenas empresas
Forma correta: O pacote de tributos refere-se às micros e pequenas empresas

Explicação: Por se tratar de adjetivo, micro é variável e por isso deve ser grafada no plural quando for o caso.

20 Através/ por

Erro: Fui avisada através de um email de que a reunião está cancelada.
Forma correta: Fui avisada por email de que a reunião está cancelada.

Explicação: “Para muitos gramáticos, através se refere ao que atravessa”, diz Vivien Chivalski, do Instituto Passadori. Prefira “pelo e-mail”, “por email”.


21 Auferir/ aferir

Erro: No fim do expediente, o gestor deve auferir se os valores pagos conferem com os números do sistema.
Forma correta: No fim do expediente, o gestor deve aferir se os valores pagos conferem com os números do sistema.

Explicação: Os verbos aferir e auferir têm sentidos distintos. Aferir: conferir de acordo com o estabelecido, avaliar, calcular. Auferir: colher, obter, ter. Exemplo: O projeto auferiu bons resultados.

22 Aumentar ainda mais/ aumentar muito

Erro: Precisamos aumentar ainda mais os lucros.
Forma correta: Precisamos aumentar muito os lucros.

Explicação: Aumentar é sempre mais, não existe aumentar menos, conforme explica Laurinda Grion, no livro “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva. Portanto são formas redundantes: aumentar mais, aumentar muito mais e aumentar ainda mais.

23 Bastante/ bastantes

Erro: Eles leram o relatório bastante vezes.
Forma correta: Eles leram o relatório bastantes vezes.

Explicação: Para saber se bastante deve variar conforme o número é preciso saber qual a classificação dele na frase. Quando é adjetivo (como no caso acima) deve variar. Exemplo: Já há provas bastantes para incriminá-lo (= provas suficientes). Se for advérbio é invariável. Exemplo: Compraram coisas bastante bonitas (= muito bonitas). Se for pronome indefinido é variável. Exemplo: Vimos bastantes coisas (= muitas coisas). Se for substantivo, não varia, mas pede artigo definido masculino: Os animais já comeram o bastante (= o suficiente).

24 Bi-campeão /bicampeão

Erro: Em 1993, o São Paulo Futebol Clube foi bi-campeão mundial, sob o comando de Telê Santana.
Forma correta: Em 1993, o São Paulo Futebol Clube foi bicampeão mundial, sob o comando de Telê Santana.

Explicação: A forma correta de usar os prefixos numéricos “bi”, “tri”, “tetra”, “penta”, “hexa”, “hepta” (etc) é sem hífen. “O Novo Acordo Ortográfico nunca exigiu nem exige alteração gráfica”, diz o professor de língua portuguesa do Damásio Educacional, Diogo Arrais.

25 Caiu em/ caiu

Erro: O lucro caiu em 10%.
Forma correta: O lucro caiu 10%.

Explicação: O verbo cair, assim como aumentar e diminuir, não admite a preposição “em”. E no sentido de descer, ir ao chão, ser demitido, o verbo cair é intransitivo.

26 Chegar em/ chegar a

Erro: Chegamos em São Paulo, ontem.
Forma correta: Chegamos a São Paulo, ontem.

Explicação: o verbo exige a preposição a. Quem chega, chega a algum lugar, ou a alguma coisa.

27 Chove/ chovem

Erro: Chove emails com reclamações de clientes.
Forma correta: Chovem emails com reclamações de clientes.

Explicação: Quando indica um fenômeno natural, o verbo chover é impessoal e fica sempre o singular. Mas no sentido figurado, como acontece acima, flexiona-se normalmente.

28 Comprimento/cumprimento

Erro: Entrou e não me comprimentou.
Forma correta: Entrou e não me cumprimentou.

Explicação: Comprimento está relacionado ao tamanho, à extensão de algo ou alguém. Exemplo: Não sei o comprimento da sala. Cumprimento relaciona-se a dois verbos diferentes: cumprimentar uma pessoa (saudar) e cumprir uma tarefa (realizar). Exemplos: Cada pessoa tem um jeito de cumprimentar. O cumprimento dos prazos contará pontos na competição.

29 Consiste de/ consiste em

Erro: A seleção consiste de cinco etapas.
Forma correta: A seleção consiste em cinco etapas.

Explicação: Consistir é verbo transitivo indireto e requer complemento regido da preposição em.

30 Continuidade/ continuação

Erro: O sindicato optou pela continuidade da greve.
Forma correta: O sindicato optou pela continuação da greve.

Explicação: Continuidade refere-se à extensão de um acontecimento. Exemplo: dar continuidade ao governo. Continuação refere-se à duração de algo. Exemplo continuação da sessão.

31 Correr atrás do prejuízo/ correr atrás do lucro

Erro: É hora de correr atrás do prejuízo.
Forma correta: É hora de correr atrás do lucro.

Explicação: Pode-se correr do prejuízo, mas nunca deve-se correr atrás dele. A forma correr atrás do prejuízo não faz o menor sentido, diz Laurinda Grion, no livro “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva.

32 Da onde/ de onde

Erro: Fortaleza é a cidade da onde vieram nossos colaboradores.
Forma correta: Fortaleza é a cidade de onde vieram nossos colaboradores.

Explicação: A forma de onde indica origem. Não existe a forma “da onde”.

33 Daqui/ daqui a

Erro: Farei o pagamento daqui 5 dias.
Forma correta: Farei o pagamento daqui a 5 dias.

Explicação: o advérbio daqui é usado para indicar lugar ou tempo e pede a preposição a.

34 De encontro aos/ ao encontro dos

Erro: A sua ideia vem de encontro ao que a empresa precisa neste momento.
Forma correta: A sua ideia vem ao encontro do que a empresa precisa neste momento.

Explicação: De encontro a é estar em sentido contrário, em oposição a. Ao encontro de é estar de acordo, ideia de conformidade.

35 Debitou na/ debitou à

Erro: O banco debitou na minha conta a taxa.
Forma correta: O banco debitou à minha conta a taxa.

Explicação: quem debita, debita a.

36 Desapercebidas/ despercebidas

Erro: As mudanças passaram desapercebidas pelos nossos executivos
Forma correta: As mudanças passaram despercebidas.

Explicação: Desapercebido significa desprovido de, desprevenido. Exemplo: Não parei para cumprimenta-lo porque estava desapercebido. Despercebido significa não notado, não percebido. Exemplo: O erro passou despercebido pela equipe da redação do jornal.

37 Descrição/ discrição

Erro: Ela age com descrição.
Forma correta: Ela age com discrição.

Explicação: Descrição refere-se ao ato de descrever. Exemplo: Ela fez a descrição do objeto. (ela descreveu). Discrição significa ser discreto.

38 Descriminar/ discriminar

Erro: Descrimine os produtos na nota fiscal e coloque todos os códigos necessários.
Forma correta: Discrimine os produtos na nota fiscal e coloque todos os códigos necessários.

Explicação: Descriminar significa absolver, inocentar. É o que o prefixo “des” faz – indica uma ação no sentido contrário – e, nesse caso, quer dizer tirar o crime. Exemplo: Ele falou em descriminar o uso de algumas drogas Discriminar significa distinguir, separar, diferenciar, especificar. Isso pode ser feito com ou sem preconceito. Quando há preconceito, o sentido é de segregação. Exemplo: A discriminação racial deve ser combatida sempre.

39 Devidas providências

Erro: Peço as devidas providências.
Forma correta: Peço providências

Explicação: Trata-se de um vício de linguagem, segundo Vivien Chivalski, do Instituto Passadori - Educação Corporativa. O adjetivo (devidas) é desnecessário e redundante. “Quem pediria providências indevidas”, diz Vivien.

40 Dispor/dispuser

Erro: Se ele dispor de tempo, poderá atende-lo em breve.
Forma correta: Se ele dispuser de tempo, poderá atende-lo em breve.

Explicação: A conjugação correta do verbo dispor na terceira pessoa do singular no futuro do pretérito é se ele dispuser. A conjugação acompanha a do verbo pôr.

41 Dois por cento/ dois pontos percentuais

Erro: No ano passado, o crescimento foi de 10%. Neste ano, de 8%, tendo havido queda de 2%.
Forma correta: No ano passado, o crescimento foi de 10%. Neste ano, de 8%, tendo havido queda de 2 pontos percentuais.

Explicação: A queda de 10% para 8% não é de 2% e, sim, de 2 pontos percentuais.

42 E nem/ nem

Erro: O funcionário não sabe escrever e nem ler.
Forma correta: O funcionário não sabe escrever nem ler.

Explicação: A conjunção nem significa “e não”.

43 Em confirmação à/ em confirmação da

Erro: Em confirmação à minha proposta, envio os valores para execução do serviço.
Forma correta: Em confirmação da minha proposta, envio os valores para execução do serviço.

Explicação: Confirmação é um substantivo feminino que pede a preposição “de”.

44 Em mãos/ em mão

Erro: O envelope deve ser entregue em mãos.
Forma correta: O envelope deve ser entregue em mão.

Explicação: Ninguém escreve a mãos, nem fica em pés. O correto é em mão, cuja abreviatura é E. M.

45 Em vias de/ em via de

Erro: Estou em vias de finalizar o projeto.
Forma correta: Estou em via de finalizar o projeto.

Explicação: A locução é “em via de” e significa “a caminho de”, “prestes a”.

46 Eminente/ iminente

Erro: A falência é eminente.
Forma correta: A falência é iminente.

Explicação: Eminente é um adjetivo que significa alto, grande, elevado, saliente, pessoa importante, notável. Exemplos: Era um eminente orador. A montanha eminente surge na paisagem. Iminente também é um adjetivo e indica que algo está prestes a acontecer. Exemplo: A sua morte é iminente.

47 Ensinar a executarem/ ensinar a executar

Erro: O bom líder deve ensinar seus colaboradores a executarem as tarefas.
Forma correta: O bom líder deve ensinar seus colaboradores a executar as tarefas.

Explicação: Não se flexiona infinitivo com preposição que funcione como complemento de substantivo, adjetivo ou do próprio verbo principal. Exemplo: As mulheres conquistaram o direito de trabalhar fora de casa.

48 Entre eu e ele/ entre mim e ele

Erro: Entre eu e ele não há conversa nem acordo.
Forma correta: Entre mim e ele não já conversa nem acordo.

Explicação: Os pronomes pessoais do caso reto exercem função de sujeito (ou predicativo do sujeito) e não de complemento.

49 Falta/faltam

Erro: Falta 30 dias para minhas férias começarem
Forma correta: Faltam 30 dias para minhas férias começarem.

Explicação: O verbo deve concordar com o sujeito da frase. Laurinda Grion, autora de “Os erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva, ensina um macete para encontrar o sujeito: “pergunte, antes do verbo, quem é que...? (para pessoas) ou que é que...? (para coisas)”. No exemplo acima a resposta é: 30 dias faltam.

50 Fazem /faz

Erro: Fazem oito semanas que fui promovida.
Forma correta: Faz oito semanas que fui promovida.

Explicação: Verbo fazer quando sinaliza tempo que passou fica na 3ª pessoa do singular.

51 Fazer uma colocação/ emitir uma opinião

Erro: Deixe-me fazer uma colocação a respeito do tema da reunião.
Forma correta: Deixe-me emitir uma opinião a respeito do tema da reunião.

Explicação: o padrão formal é emitir uma opinião e não fazer uma colocação, embora esta seja uma forma bastante usada.

52 Ficou claro/ ficou clara

Erro: Ficou claro, após a reunião, a necessidade de corte de gastos.
Forma correta: Ficou clara, após a reunião, a necessidade de corte de gastos.

Explicação: A necessidade de corte de gastos é o que ficou clara, durante a reunião.

53 Foi assistida/ assistiu à

Erro: A palestra foi assistida por muita gente
Forma correta: Muita gente assistiu à palestra.

Explicação: Verbo assistir no sentido de ver, presenciar, é transitivo indireto e a voz passiva só admite verbos transitivos diretos.

54 Fosse... comprava/ fosse...compraria

Erro: Se eu fosse você eu comprava aquela gravata.
Forma correta: Se eu fosse você eu compraria aquela gravata.

Explicação: Atente à correlação verbal. Imperfeito do subjuntivo (se eu fosse) é usado com o futuro do pretérito (compraria).

55 A grosso modo/ grosso modo

Erro: O que quero dizer, a grosso modo, é que há mais chances de dar errado do que de dar certo.
Forma correta: O que quero dizer, grosso modo, é que há mais chances de dar errado do que de dar certo.

Explicação: A expressão é “grosso modo”, sem a preposição a.

56 Guincho/guinchamento

Erro: Sujeito a guincho
Forma correta: Sujeito a guinchamento

Explicação: Guincho é o veículo que faz a ação, isto é, o guinchamento.

57 Há 10 anos atrás/ há 10 anos

Erro: Há 10 anos atrás, eu decidi comprar um imóvel.
Formas corretas: Há 10 anos, eu decidi comprar um imóvel. Dez anos atrás, eu decidi comprar um imóvel.

Explicação: É redundante usar “há” e “atrás” na mesma frase. O verbo haver impede a palavra atrás em seguida sempre que estiver relacionado a tempo, à ação que já se passou. Há, portanto, duas formas corretas para a frase: “há dez anos” ou “dez anos atrás”.

58 Hora/ora

Erro: Você pediu minha decisão, por hora ainda não a tenho.
Forma correta: Você pediu minha decisão, por ora ainda não a tenho.

Explicação: A expressão “por hora”, quando escrita com a letra “h”, refere-se ao tempo, a marcação em minutos. Exemplo: O carro estava a cento e vinte quilômetros por hora. A expressão “por ora”, quando escrita sem o “h”, dá a ideia de no momento ou agora. É um advérbio de tempo, expressa sentido de por enquanto, no momento, atualmente. Exemplo: “Por ora estou muito ocupado”.

59 Horas extra/ horas extras

Erro: Você deverá fazer horas extra para terminar o relatório.
Forma correta: Você deverá fazer horas extras para terminar o relatório.

Explicação: Neste caso, extra é um adjetivo e, portanto, é variável.

60 Houveram/houve

Erro: Houveram rumores sobre um anúncio de demissão em massa.
Forma correta: Houve rumores sobre um anúncio de demissão em massa.

Explicação: Haver no sentido de existir não é usado no plural.

61 Implicará em/implicará

Erro: A sua atitude implicará em demissão por justa causa.
Forma correta: A sua atitude implicará demissão por justa causa.

Explicação: o verbo implicar, quando é transitivo direto, significa “dar a entender”, “pressupor” ou “trazer como consequência”, “acarretar”, “provocar”. E se a transitividade é direta, isso quer dizer que não pede preposição.

62 Independente/ independentemente

Erro: Independente da proposta, minha resposta é não.
Forma correta: Independentemente da proposta, minha resposta é não.

Explicação: Independente é adjetivo e independentemente é advérbio. O enunciado acima pede o advérbio.

63 Insisto que/ insisto em que

Erro: Insisto que é preciso cortar custos na cadeia produtiva.
Forma correta: Insisto em que é preciso cortar custos na cadeia produtiva.

Explicação: O verbo insistir é transito indireto, quando objeto for uma coisa usa-se a preposição em e a preposição com aparece quando há referência a uma pessoa. Exemplo: Insisto nisso com o diretor.

64 Junto a/ no/ ao

Erro: Solicite junto ao departamento de recursos humanos o informe de rendimentos para a Receita Federal.
Forma correta: Solicite ao departamento de recursos humanos o informe de rendimentos para a Receita Federal.

Explicação: As locuções “junto a, junto de” são sinônimas e significam "perto de", "ao lado de". Não cabem na frase acima. Para você lembrar, não desconte cheques junto ao banco e sim com o banco. Não renegocie uma dívida junto aos credores e sim com os credores Evite empregar a expressão “junto a” em lugar de com, de, em e para. Assim, em lugar de “conseguimos apoio junto à equipe” escreva “conseguimos apoio da equipe”, indica Vivien Chivalski, facilitadora do do Instituto Passadori - Educação Corporativa.

65 Maiores informações/ mais informações

Erro: Caso precise de maiores informações, entre em contato conosco.
Forma correta: Caso precise de mais informações, entre em contato conosco.

Explicação: Conforme explica Laila Vanetti, diretora da Scritta, o termo “maior” é comparativo, não deve ser utilizado nesse caso.

66 Mal/ mau

Erro: Era um mal funcionário e foi demitido.
Forma correta: Era um mau funcionário e foi demitido

Explicação: Reinaldo Passadori, professor e CEO do Instituto Passadori, explica que mau e bom são adjetivos, ou seja, conferem qualidade aos substantivos, palavras que nomeiam seres e coisas. Exemplos: “Ele é bom médico” e “Ele é mau aluno”. Por outro lado, mal e bem podem exercer três funções distintas. Exercem a função de advérbios, modificam o estado do verbo, por exemplo: “Seu filho se comportou mal na escola” e “ele foi bem aceito no novo trabalho”. Como conjunção, servindo para conectar orações, como em “Mal chegou e já se foi”. Essas palavras também têm a função de substantivos, por exemplo: “Você é o meu bem” e “o mal dele é não saber ouvir”.

67 Mal humorado/ mal-humorado

Erro: Estava mal humorado e isso afetou a todos da equipe.
Forma correta: Estava mal-humorado e isso afetou a todos da equipe.

Explicação: Diogo Arrais, professor do Damásio Educaional, explica que as formações vocabulares com MAL- exigem hífen caso a palavra principal inicie-se por vogal, h ou l: mal-estar, mal-empregado, mal-humorado, mal-limpo.

68 Mão-de-obra/ mão de obra

Erro: A falta de mão-de-obra qualificada é um dos gargalos da economia brasileira.
Forma correta: A falta de mão de obra qualificada é um dos gargalos da economia.

Explicação: Com palavras justapostas (uma após a outra) em que haja um termo de ligação (geralmente uma preposição ou conjunção) não se usa hífen, segundo Vivien Chivalski, facilitadora do Instituto Passadori de Educação Corporativa.

69 Meio-dia e meio/ meio-dia e meia

Erro: Entregarei o relatório ao meio-dia e meio.
Forma correta: Entregarei o relatório ao meio-dia e meia.

Explicação: O termo meio pode ter duas funções: adjetivo e advérbio, segundo explica Laurinda Grion no livro Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer). Quando advérbio, meio quer dizer “um pouco” e é invariável. Quando adjetivo, meio quer dizer “metade de” e é variável, ou seja, concorda com o termo a que se refere.

70 No aguardo/ ao aguardo

Erro: Fico no aguardo da sua resposta.
Forma correta: Fico ao aguardo da sua resposta.

Explicação: O certo é “ao aguardo de”, “à espera de”, segundo Laurinda Grion, autora do livro Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer).

71 No ponto de/ a ponto de

Erro: A demanda da chefia é tão alta, que estou no ponto de mandar tudo às favas.
Forma correta: A demanda da chefia é tão alta, que estou a ponto de mandar tudo às favas.

Explicação: Para dar a ideia de estar “prestes a”, “na iminência de”, use a expressão “a ponto de”, indica Laurinda Grion.

72 O mesmo/ele

Erro: Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar.
Forma correta: Antes de entrar no elevador, verifique se ele se encontra parado neste andar.

Explicação: De acordo com Laila Vanetti, diretora da Scritta, o termo “o mesmo” não serve para substituir uma palavra anteriormente dita. Quem está nas empresas, portanto, deve preferir os pronomes ele(s) ou ela(s), cuidando para adequar a partícula “se” à nova sentença.

73 Onde/ em que

Erro: Vamos à reunião onde decidiremos os rumos da companhia.
Forma correta: Vamos à reunião em que decidiremos os rumos da companhia.

Explicação: de acordo com Vivien Chivalski, do Instituto Passadori, reunião não é lugar e as palavras onde e aonde se referem apenas a lugares. Prefira “a reunião em que” ou “na qual decidiremos sobre”.

74 O quanto antes/ quanto antes

Erro: Voltarei ao escritório o quanto antes.
Forma correta: Voltarei ao escritório quanto antes.

Explicação: Antes da locução adverbial “quanto antes” não se usa artigo definido “o”, diz Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva.

75 Parcela única/ de uma só vez

Erro: O pagamento será feito em parcela única.
Forma correta: O pagamento será feito de uma só vez.

Explicação: Parcela significa parte de um todo, diz Laurinda Grion. Logo se não há parcelamento, o certo é dizer “de uma só vez”.

76 Por que / porque

Erro: Não a vi ontem por que eu estava fora da cidade.
Forma correta: Não a vi ontem porque eu estava fora da cidade.

Explicação: Vivien Chivalski, do Instituto Passadori, explica: porque é uma conjunção e serve para ligar duas ideias, duas orações. É usado ando a segunda parte apresenta uma explicação ou causa em relação à primeira. A forma “por que” é um advérbio interrogativo de causa e é usada quando pedimos por uma causa ou motivo. Caso mais incomum para o uso da forma “por que” é quando ela pode ser substituída por “para que”, “pelo qual”, “pela qual”, “pelos quais”, pelas quais. Exemplos: Lutamos por que (para que) a obra terminasse antes da inauguração. Este é o caminho por que (pelo qual) passamos.

77 Porquê/ por quê

Erro: A diretriz mudou, não sei porquê.
Formas corretas: A diretriz mudou, não sei por quê. A diretriz mudou, não sei o porquê.

Explicação: Segundo explicação de Viven Chivalski, “porquê” substitui as palavras razão, causa ou motivo. É um substantivo e, como tal, tem plural e pode vir acompanhado por artigos, pronomes e adjetivos. A palavra geralmente é antecedida de artigo “o” ou “um”.
Use a expressão “por quê” quando ela estiver no fim da frase. Alguns autores dizem que isso vale também quando houver uma pausa, uma vírgula, não importa que seja pergunta ou não, diz Vivien. Exemplos: Não aprovaram a proposta e não sabemos por quê. Não temos o resultado da concorrência. Por quê? Não sabemos por quê, onde e quando tudo aconteceu.

78 Penalizado/ punido

Erro: Quem desrespeitar o código de conduta será penalizado.
Forma correta: Quem desrespeitar o código de conduta será punido.

Explicação: Penalizar significa “causar pena”, “magoar”. No sentido de castigar, o certo é usar o verbo punir, indica Laurinda Grion.

79 Por causa que/ porque/ por causa de

Erro: Não fui à aula por causa que está chovendo muito.
Formas corretas: Não fui à aula porque está chovendo muito. Não fui à aula por causa da chuva.

Explicação: O certo é usar “porque” ou “por causa de”.

80 Por cento veio/ por cento vieram

Erro: Entre os funcionários, 15% é contra a mudança de sede.
Forma correta: Entre os funcionários 15% são contra a mudança de sede.

Explicação: Números percentuais exigem concordância.

81 Precaver/ prevenir

Erro: É importante que a empresa se precavenha contra invasões.
Forma correta: É importante que a empresa se previna contra invasões.

Explicação: O verbo precaver é defectivo, não tem todas as conjugações. No presente do indicativo só existem a 1ª e 2ª pessoa do plural (precavemos e precaveis) e não existe presente do subjuntivo.

82 Precisam-se/ precisa-se

Erro: Precisam-se de bons vendedores.
Forma correta: Precisa-se de bons vendedores.

Explicação: Vivien Chivalski, do Instituto Passadori, explica que sempre que houver uma preposição depois do pronome “se” (de, por, para, com, em, etc.) não haverá plural, apenas singular. Exemplo: Trata-se de ideias inovadoras.

83 Prefiro ... do que/ prefiro... a

Erro: Prefiro sair mais tarde do trabalho do que ficar parado no trânsito.
Forma correta: Prefiro sair mais tarde do trabalho a ficar parado no trânsito.

Explicação: Não há necessidade do comparativo “do que” porque, conforme a explicação de Diogo Arrais, professor do Damásio Educacional, não há comparação. “Não há necessidade de palavras como mais, mil vezes, do que”, diz o professor.

84 Preveram/ previram

Erro: Os analistas preveram tempos de crise.
Forma correta: Os analistas previram tempos de crise.

Explicação: A conjugação do verbo prever segue a do verbo ver. Logo, se o certo é dizer eles viram, é certo dizer eles previram.

85 Quadriplicar/ quadruplicar

Erro: O número de funcionários quadriplicou no ano passado.
Forma correta: O número de funcionários quadruplicou no ano passado.

Explicação: Quádruplo é o numeral e significa multiplicativo de quatro, quantidade quatro vezes maior que outra. Quadruplicação, quadruplicar e quádruplo são as formas corretas, explica Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria comete)”, da editora Saraiva.


86 Qualquer/ nenhum

Erro: Informo-lhes que não mantenho qualquer tipo de vínculo com a Construtora XYZ Ltda.
Forma correta: Informo-lhes que não mantenho nenhum tipo de vínculo com a Construtora XYZ Ltda.

Explicação: De acordo com a explicação de Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva, qualquer é pronome de sentido afirmativo. “Logo, em construções negativas, deve-se empregar nenhum”, diz Laurinda, no livro.

87 Quantia/ quantidade

Erro: Informe a quantia exata de itens no estoque.
Forma correta: Informe a quantidade de itens no estoque.

Explicação: Usa-se quantia para dinheiro e quantidade para coisas, diz Laurinda Grion.


88 Que preciso/ de que preciso

Erro: Os documentos que preciso estão na gaveta.
Forma correta: Os documentos de que preciso estão na gaveta.

Explicação: O verbo precisar pede a preposição “de”, explica Vivien Chivalski, facilitadora do Instituto Passadori.

89 Reaveu/reouve

Erro: A homenagem reaveu nossa motivação.
Forma correta: A homenagem reouve nossa motivação.

Explicação: Diogo Arrais, professor do Damásio Educacional, explica que o pretérito perfeito de reaver é reouve. Gramaticalmente, o verbo REAVER é defectivo, só se conjuga nas formas em que o verbo HAVER possui a letra V. Presente do indicativo: reavemos, reaveis. Pretérito perfeito do indicativo: reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouveram.

90 Responder o/ responder ao

Erro: Vou responder o email daqui a pouco.
Forma correta: Vou responder ao email daqui a pouco.

Explicação: A regência do verbo responder, no sentido de dar a resposta, é sempre indireta, ou seja, pede a preposição “a”.

91 Retificar/ ratificar

Erro: O homem retificou as informações perante o juiz.
Forma correta: O homem ratificou as informações perante o juiz

Explicação: Reinaldo Passadori explica o significado dos verbos ratificar e retificar. “Ratificar, do latim medieval, possui os seguintes significados: confirmar, reafirmar, validar, comprovar, autenticar. Retificar, também do latim com base na palavra rectus, se refere ao ato de corrigir, emendar, alinhar ou endireitar qualquer coisa”, explica o professor Passadori.

92 Rúbrica/ rubrica

Erro: Ponha a sua rúbrica em todas as páginas do relatório, por favor.
Forma correta: Ponha a sua rubrica em todas as páginas do relatório, por favor.

Explicação: Rubrica é paroxítona, sem acento.

93 Senão/ se não

Erro: Senão fizer o relatório, não cumprirá a meta.
Forma correta: Se não fizer o relatório, não cumprirá a meta.

Explicação: Para dar a ideia de “caso não faça o relatório”, como no exemplo acima, o certo é utilizar a forma separada. Senão (em uma só palavra) tem vários significados, segundo explicação de Laurinda Grion: do contrário, de outra forma, aliás, a não ser, mais do que, menos, com exceção de, mas, mas sim, mas também, defeito, erro, de repente, subitamente.

94 Seríssimo/ seriíssimo

Erro: O problema é seríssimo.
Forma correta: O problema é seriíssimo.

Explicação: Os adjetivos terminados em io antecedido de consoante possuem o superlativo com ii, explica Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva.

95 Somos em/ somos

Erro: No escritório, somos em cinco analistas.
Forma correta: No escritório, somos cinco analistas.

Explicação: Não há necessidade de empregar a preposição “em”.

96 Tão pouco/ tampouco

Erro: Não fala inglês, tão pouco espanhol.
Forma correta: Não fala inglês, tampouco espanhol

Explicação: Tão pouco equivale a muito pouco. Já tampouco pode significar: também não, nem sequer e nem ao menos.

97 Vem/ veem

Erro: Eles vem problemas em todas as inovações propostas
Forma correta: Eles veem problemas em todas as inovações propostas.

Explicação: Vivien Chivalski, do Instituto Passadori, mostra as conjugações no presente do verbo ver: ele vê (com acento), eles veem (sem acento, segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa). Exemplos: Ele vê os filhos aos sábados. Eles veem o pai uma vez por semana. O verbo vir, no presente, é conjugado assim: ele vem, eles vêm (com acento). Ele não vem sempre aqui. Eles vêm a São Paulo uma vez por ano.

98 Vir/ vier

Erro: Se ele não vir amanhã, vai perder mais uma reunião importante.
Forma correta: Se ele não vier amanhã, vai perder mais uma reunião importante.

Explicação: No caso do verbo vir, temos as seguintes formas no futuro do subjuntivo, explica Vivien Chivalski: quando eu vier, ele vier, nós viermos, eles vierem.

99 Visar/ visar a

Erro: Augusto visa o cargo de diretor comercial da empresa.
Forma correta: Augusto visa ao de diretor comercial da empresa.

Explicação: Visar com o sentido de pretender é transitivo indireto, isto é, exige a preposição “a”.

100 Zero horas/ zero hora

Erro: O novo modelo entra em vigor a partir das zero horas de amanhã.
Forma correta: O novo modelo entra em vigor a partir da zero hora de amanhã.

Explicação: O adjetivo composto zero-quilômetro é invariável, explica Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O VALE FAZER NO POSTO

G1 OFICINA, 23/09/2013 11h41

Completar óleo, colocar aditivo, troca de extintor?
Você deixa para o frentista a missão de fazer manutenção do carro?
Colunista diz o que pode dar errado, como misturar óleo de 2 marcas.

Denis MarumEspecial para o G1


Lembre-se de que produtos no posto são mais caros (Foto: Denis Marum/G1)


Boa parte das pessoas que vivem correndo acaba delegando para o frentista do posto a responsabilidade de manter o carro em ordem. E o posto treina os funcionários para venderem. Parte da manutenção necessária é atendida, mas é preciso cuidado com algumas peças e substituições que só devem ser feitas por quem é especializado. Veja o que vale e o que não é indicado fazer nos postos de gasolina.


Tem alguma dúvida sobre cuidados com o carro? Mande no espaço para comentários. As questões selecionadas serão respondidas em futuras colunas.


'Vamos dar uma olhada na água e no óleo?'

Reservatório de água do motor tem a tampa
amarela (Foto: Denis Marum/G1)


É bom verificar água e óleo. Algumas pessoas têm medo do que pode vir pela frente, mas é melhor correr algum risco de ser ”malhado” (comprar algo que não precisava) do que, por exemplo, fundir o motor por falta de óleo.

Mas saia do carro para acompanhar a inspeção, que seguirá alguns passos. Na maioria dos carros o nível de água é observado em um grande reservatório de plástico transparente e com tampa amarela.

O nível máximo e mínimo pode ser identificado na lateral; em alguns carros não existe indicação de nível, sua referência deve ser a metade do reservatório.


'Coloca aditivo na água?'

Não precisa colocar aditivo na água se tiver que repor pouca quantidade: até 300 ml, equivalente ao volume de um refrigerante em lata. Se for necessária uma quantidade maior ou se você tem que repor água semanalmente, seu carro deve estar com problema. É melhor levá-lo ao mecânico para que ele repare um possível vazamento e coloque a água com o aditivo na quantidade e especificação indicadas no manual do proprietário.


'O óleo está baixo. Completa?'

Vareta de medição de óleo (Foto: Denis Marum/G1)


Seu carro deve estar com motor desligado há pelo menos 5 minutos antes de o frentista puxar a vareta para checar o nível do óleo. Este é o tempo necessário para que todo o óleo escorra para o fundo, onde a vareta fará a medição.

Esta vareta é muito fácil de ser reconhecida pela cor amarela do puxador. Todas duas marcações: a primeira, mais próxima do final, indica o nível mínimo; a segunda, um centímetro acima, mostra o nível máximo.

Importante: não misture óleos de marcas diferentes. Se for completar o nível, coloque a mesma especificação e a mesma marca utilizada na última troca. Se for mudar a marca do óleo do motor, é preciso substituir o filtro de óleo, pois dentro dele sempre permanece 400 ml do óleo antigo.


'O óleo está ruim. Vamos trocar?'


Vareta de medição de óleo (Foto: Denis Marum/G1)


Não dá para saber se o óleo está bom ou ruim apenas esfregando uma gota entre os dedos. A troca está relacionada à quilometragem e ao prazo em relação à última troca. A maioria dos óleos minerais dura 5.000 km e os óleos sintéticos, 10.000 km.

Quanto ao prazo de validade, os fabricantes recomendam seis meses.

E antes de se sentir tentado a aceitar a recomendação do frentista, verifique no manual do proprietário a especificação do fabricante, como recomendado também na hora de completar. Colocar o óleo errado no motor poderá trazer desgastes acentuados, dificuldade para dar partida e até aumento do consumo de combustível.


Precisa colocar aditivo no óleo?

Não. A maioria dos distribuidores de óleo de motor não recomenda usar aditivos. Segundo eles, os óleos já saem das distribuidoras com os aditivos necessários para o bom desempenho do motor.


'Completa o tanquinho?'


Tanquinho de gasolina (Foto: Denis Marum/G1)


O tanquinho é aquele reservatório pequeno com a tampa vermelha localizado próximo ao para-brisa, onde, nos carros flex é colocada gasolina para ajudar na partida em dias mais frios.


Abastecer até a metade deste reservatório é o suficiente, pois esta gasolina somente será utilizada pelo motor no momento da partida e, ainda assim, só quando você estiver com álcool no tanque e a temperatura estiver abaixo de 18 graus. Resumindo: o consumo é pequeno.


'Quantas libras no pneu?'



Não sabe de cor a pressão correta para calibrar o seu carro? Nada de deixar o frentista “chutar”. A pressão correta é aquela estabelecida no manual, mas, em alguns modelos, você encontrará a etiqueta na tampa do tanque de combustível ou na coluna da porta. Lembre-se de que ela varia se o carro estiver vazio ou carregado.

Se não encontrar a informação em nenhum desses lugares, coloque temporariamente 28 libras/pol² se o carro vazio e 30 libras/pol² se estiver carregado. Vale a pena calibrar toda vez que abastecer.


Outros serviços


O frentista do seu posto é dedicado e quer verificar mais itens, além do óleo e água do motor... Lembre-se que tudo no posto pode ser mais caro do que na concessionária ou na oficina. Mas a verificação pode servir para você saber algo está funcionando mal.

Provavelmente ele vai olhar o reservatório do óleo de freio, aquele que possui dois fios saindo da tampa. Se disser que está baixo e se oferecer para completar, não faça. É necessário levar o veículo ao mecânico: a falta de óleo de freio é um indicador de que pode haver um vazamento ou desgaste nas pastilhas do freio.


Óleo de câmbio e direção

É bom conferir o nível no posto o nível de óleo do câmbio automático e da direção hidráulica, mas qualquer reposição ou manutenção deve ser efetuada por mão-de-obra qualificada. Alguns modelos exigem óleo hidráulico só encontrado em concessionárias. Consulte o manual do proprietário para saber a especificação correta.


Troca de filtros

A troca de filtros de ar e de óleo não impõe grandes dificuldades. Apenas o de combustível merece alguma atenção, pois, em alguns modelos, ele está localizado dentro do tanque e só poderá ser substituído por mão de obra especializada.

Filtros de óleo devem ser substituídos a cada duas trocas de óleo. Os de ar e combustível, a cada 10.000km. A troca dos filtros de combustível que vão dentro do tanque tem prazos diferentes; consulte o manual do proprietário.


Aditivo para o limpador

Esse é bem-vindo. Além de remover a gordura do vidro, ajudam a prolongar a vida útil das palhetas limpadoras. E, se elas estiverem secas ou cortadas, aproveite para trocá-las.


Extintor

Muita gente esquece de verificar a validade do extintor, tanto do conteúdo quanto da carcaça. O frentista vai perguntar e lembrá-lo que extintor vencido é multa na certa, se o carro for parado. Porém, a troca em um posto, principalmente no meio da estrada, onde não há outras opções, pode ser bem mais cara.


Se você consultar o manual do proprietário perceberá que existem muitos outros itens que devem ser checados a cada 10.000 km, inclusive envolvendo a segurança dos ocupantes, como freios e suspensão, portanto, é indispensável agendar uma revisão a cada 6 meses.



Dono de oficina em São Paulo, Denis Marum é formado em engenharia mecânica e tem 29 anos de experiência com automóveis. Nesta coluna no G1, dá dicas sobre cuidados com o carro.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

CURSOS MAIS PROCURADOS DA UFRGS

ZERO HORA 17/09/2013 | 02h41

Confira guia dos cursos mais procurados da UFRGS. Inscrições para o vestibular foram abertas nesta terça-feira e seguem até 20 de outubro

Estão abertas a partir de hoje as inscrições para o vestibular 2014 da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Com provas marcadas para os dias 5, 6, 7 e 8 de janeiro, o concurso vai oferecer 5.461 vagas em 89 graduações.

Para ajudar você na escolha, o Vestibular montou um guia com os 10 cursos mais disputados de 2013. Mais de um terço (38,1%) dos 46.244 candidatos inscritos no último vestibular da UFRGS concorria a um lugar nessa lista dos mais procurados: Medicina, Psicologia, Jornalismo, Fisioterapia, Publicidade e Propaganda, Arquitetura e Urbanismo, Relações Internacionais, Odontologia, Medicina Veterinária e Biomedicina.

As inscrições devem ser feitas em vestibular.ufrgs.br, até 20 de outubro. A taxa é de R$ 100.

1) Medicina

Tradicionalmente o mais concorrido, tem duração de seis anos e começa com disciplinas teóricas. Da metade em diante, os alunos passam a lidar mais com pacientes e pesquisas científicas. Nos dois últimos anos, ficam mais tempo dentro do hospital.

Stephen Doral Stefani, oncologista do Instituto do Câncer do Hospital Mãe de Deus, comenta a importância de se concentrar nos estudos:

Qual o perfil ideal do estudante de Medicina?

É preciso ter curiosidade e capacidade de concentração nos estudos, mas, principalmente, convicção de que ajudar as pessoas compensa este esforço.

O melhor da profissão é... fazer a diferença na vida de muita gente que deposita confiança de que estamos dispostos a usar todo nosso empenho para ajudar.

O pior da profissão é... que não tem horário, pode ser de madrugada, na véspera de um feriado ou na hora do almoço, a qualquer momento podemos ser requisitados.

2) Psicologia

Com aulas pela manhã e à tarde, a graduação do diurno tem cinco anos, enquanto a do noturno tem seis anos. O currículo reúne as características teórico-metodológicas dos seus três departamentos: Psicologia do Desenvolvimento e da Personalidade, Psicologia Social e Institucional e Psicanálise e Psicopatologia.

Loiva dos Santos Leite, presidente do Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul (CRPRS), comenta os detalhes da profissão:

Qual o perfil ideal do estudante de Psicologia?

Não existe um perfil ideal para o estudante de Psicologia. Trata-se de uma ciência e de uma profissão que estuda o humano em suas dimensões subjetivas, em sua interação com as outras pessoas, o social, o cultural e o tempo histórico. Para isso, é preciso ter interesse por todos esses campos. É preciso estudar muito, pois a vida é dinâmica e as coisas mudam e, nós, profissionais do campo "psi", necessitamos nos atualizar permanentemente.

O melhor da profissão é... ter um campo vasto de atuação, em que o conhecimento acerca do humano pode contribuir muito para a efetivação de trabalhos singulares, que façam a diferença.

O pior da profissão é... ainda não termos um piso salarial que possa servir de parâmetro para as contratações.

3) Jornalismo

Organizado em quatro anos, o currículo traz disciplinas de história da imprensa, cibercultura e ética, além de cadeiras teóricas e práticas de jornalismo impresso, foto, rádio, TV, webjornalismo, planejamento gráfico e técnicas de entrevista. O curso tem 50 vagas.

Marcelo Canellas, repórter da TV Globo, diz que é preciso gostar muito de ler para ser jornalista:

Qual é o perfil ideal do estudante?

Um estudante de Jornalismo tem de amar a leitura, primeiro passo para dominar a língua, ferramenta por excelência da profissão. Deve ser curioso e questionador. Tem de desconfiar das aparências e ter humildade para reconhecer que pode ser enganado por elas. E fazer da independência intelectual um instrumento de trabalho. Tem de manter os pés no chão, mas nunca deixar de acreditar que pode mudar o mundo (ainda que isso quase nunca seja possível).

O melhor da profissão é... ter acesso à vida em estado bruto, com suas contradições, vilanias e grandezas, e fazer da notícia a matéria-prima de uma boa história.

O pior da profissão é... os plantões em feriados e fins de semana em que, em vez de investir numa boa história, você é obrigado a esperar que algo aconteça.

4) Fisioterapia

Com cinco anos de duração, o curso habilita para atividades de assistência, educação em saúde, docência, gestão e atuação em campos de promoção da saúde e da prevenção de doenças. Com diversas disciplinas com foco no corpo humano, o curso de 30 vagas tem um ano de estágio.

Gustavo Nunes Pereira, fisioterapeuta especialista em gerontologia, alerta para a carga horária do curso:

Qual o perfil ideal do estudante?

O acadêmico de Fisioterapia deve ter interesse particular pelas disciplinas básicas do currículo, como anatomia, fisiologia e bioquímica. Deve estar preparado para a grande exigência em relação à carga horária do curso e dos estágios. Acredito que o diferencial é o olhar humanizado em relação ao paciente.

O melhor da profissão é... a satisfação em reabilitar ou diminuir o sofrimento de um paciente.

O pior da profissão é... a falta de reconhecimento por parte de alguns órgãos públicos e privados.

5) Publicidade e Propaganda

O curso tem oito semestres e busca qualificar o estudante para atuar em agências de publicidade, na área de marketing de empresas e em produtoras (áudio, vídeo).

Alfredo Fedrizzi, sócio-diretor da agência Escala, destaca a vontade de aprender:

Qual é o perfil ideal do estudante?

O perfil ideal é de quem gosta de aprender sempre. Pessoas inquietas, curiosas e questionadoras, que têm uma vida pessoal criativa, diferenciada. Gente que gosta de viajar, que se interessa por inovação e tecnologia, mas, acima de tudo, se interessa por gente e quer entender o comportamento humano.

O melhor da profissão é... o contato estreito com a informação. O sentido estético aguçado sempre, as experiências com vidas, com o compartilhamento de conhecimento e a humanização que isso propicia.

O pior da profissão é... a carga excessiva de trabalho e o "estar ligado sempre".

6) Arquitetura e Urbanismo

O curso envolve tanto a produção de edificações isoladas ou em conjunto quanto a organização do espaço urbano, em qualquer escala ou dimensão (de uma praça a um bairro ou mesmo uma cidade). Tem duração de cinco anos.

Klaus Bohne, arquiteto da Tria Sistemas de Arquitetura, chama a atenção para a criatividade:

Qual é o perfil ideal do estudante?

O estudante de Arquitetura deve ter conhecimentos básicos de história. Ser criativo e possuir uma visão espacial das coisas facilitará seu aproveitamento no curso. Ter conhecimento superficial de softwares gráficos como o Google SketchUP e novos materiais construtivos seria ideal.

O melhor da profissão é... poder modificar o meio em que vivemos, criando espaços e equipamentos que melhorem a vida das pessoas sem comprometer os recursos naturais.

O pior da profissão é... o fato de gestores públicos e privados não se valerem do vasto conhecimento oferecido pelos arquitetos e urbanistas em prol do bem-estar da maioria da população de grandes cidades.

7) Relações Internacionais

Vinculado à Faculdade de Ciências Econômicas, o curso tem duração de quatro anos. O currículo inclui diversas disciplinas de economia, ciência política, direito, história e línguas.

Raoni Fonseca Duarte, assistente de projetos do Instituto Ling, alerta para diferentes possibilidades:

Qual é o perfil ideal do estudante?

É difícil traçar um perfil ideal, pois a área de Relações Internacionais proporciona diferentes possibilidades de atuação, e cada uma se encaixa com um perfil mais específico. Tem de gostar de ler e de aprimorar constantemente seus conhecimentos. Além disso, se adaptar a variados ambientes, compreender diferentes culturas e ter um pensamento estratégico capaz de analisar e articular diferentes informações. É importante, também, ter afinidade com outros idiomas.

O melhor da profissão é... poder desempenhar atividades nas mais variadas áreas de atuação.

O pior da profissão é... a concorrência. Por não haver apenas uma área de atuação específica, é preciso disputar com profissionais das mais diversas formações acadêmicas.

8) Odontologia

Quem estuda durante o dia, pode se formar em cinco anos, com aulas pela manhã e à tarde. Quem preferir estudar à noite cumpre o mesmo currículo em oito anos. Generalista, a graduação em Odontologia forma cirurgiões-dentistas.

Especialista em odontogeriatria, Daniel Boeckel chama a atenção para a relação com o paciente:

Qual é o perfil ideal do estudante?

A Odontologia deixou de ser uma atividade baseada exclusivamente em habilidades práticas, portanto, o aluno buscará na fundamentação biológica e científica sua prática clínica. Como profissional de saúde, é fundamental saber acolher os pacientes e saber ouvi-los, pacienciosamente, para poder chegar ao melhor diagnóstico e indicar o tratamento ideal.

O melhor da profissão é... poder devolver e manter aos pacientes capacidade mastigatória e estética facial, melhorando a autoestima.

O pior da profissão é... a rotina de consultório, mas com o atendimento domiciliar isso não existe.

9) Medicina Veterinária

Ministrado em cinco anos e meio, o curso habilita a atuar preventivamente e resolver problemas em saúde e produção animal.

Fabrício Dias Torres, do laboratório Axys Análises, afirma que o campo da Veterinária é amplo e permite várias atuações profissionais:

Qual é o perfil ideal do estudante?

Gostar de animais é importante, porém quem opta pela Medicina Veterinária deve entender que a essência para se tornar um bom profissional é gostar da ciência veterinária. O campo é amplo, e esse leque de opções deve ser considerado na escolha.

O melhor da profissão é... a ampla gama de opções. Um médico veterinário pode atuar na inspeção de produtos de origem animal, clínica, cirurgia, produção de animais para consumo...

O pior da profissão é... a falta de reconhecimento, pois, muitas vezes, o trabalho do médico veterinário não recebe a valorização devida.

10) Biomedicina

Com 36 vagas, o curso de Biomedicina forma profissionais que atuam nas diversas áreas de pesquisa e análises clínicas, apoiando em diagnósticos. Desde 2005, os alunos têm de fazer uma prova de qualificação em inglês ao fim do quarto semestre — são oito no total. A proficiência na língua é uma exigência porque grande parte da bibliografia do curso é em inglês.

Renato Minozzo, presidente do Conselho Regional de Biomedicina da 5ª Região, alerta para o comprometimento que a pesquisa exige:

Qual é o perfil ideal do estudante?

Precisa ter senso de responsabilidade, em primeiro lugar, pois irá trabalhar na área da saúde, notadamente com a vida das pessoas. Espera-se também que o aluno de Biomedicina demonstre dedicação e ética, tendo em vista que o biomédico trabalha em pesquisas envolvendo humanos, animais e o meio ambiente.

O melhor da profissão é... ser um profissional polivalente, que atua em várias áreas da saúde e em equipes multidisciplinares.

O pior da profissão é... a falta de recursos para a saúde, o que limita a população ao correto atendimento e consequente acompanhamento médico-terapêutico.

As densidades e as cotas

Com quatro categorias de cotistas, divididos conforme a renda e a etnia, a UFRGS divulga as densidades considerando o número total de inscritos e de vagas para cada curso. Contudo, há um fato curioso quando consideramos as densidades conforme cada modalidade.

A densidade geral para Medicina foi de 57,17 neste ano. No Acesso Universal, eram 5.455 candidatos para 98 vagas, o que representa uma densidade menor, de 55,66. Entre os egressos de escola pública, com renda superior a um salário-mínimo e meio, a proporção subiu para 172,1 candidatos por vaga, pois havia 1.721 pessoas para as 10 vagas desta modalidade de cota (Ra).

No caso de Odontologia (noturno), a proporção é ainda maior. Tanto no Acesso Universal quando na modalidade Ra, havia 174 inscritos. Porém, no primeiro, eram 20 vagas e, na segunda, apenas duas — representando, respectivamente, densidades de 8,7 e 87 candidatos por vaga.

Estas diferenças de densidade entre Acesso Universal e cotas NÃO significam que os cotistas devem deixar de concorrer por meio das ações afirmativas. Mesmo inscrito em alguma das modalidades de cota, o vestibulando segue concorrendo às vagas do Acesso Universal. Se ele obtiver pontuação suficiente para ingresso via Acesso Universal, será aprovado.

Portanto, se você se enquadra nos requisitos de renda familiar e etnia, exerça o seu direito e inscreva-se como cotista.

LIMÃO CONGELADO




Verdadeiramente interessante!

Uma amiga minha da Universidade de Kirche tem um tumor no pulmão e na anca. A irmã dela, que é enfermeira, enviou-lhe um e-mail sobre o limão. Ela passou a beber limonada já desde há algum tempo, e os seus tumores ficaram menores. O seu oncologista disse-lhe para
continuar.

Penso que esta espantosa descoberta é muito proveitosa para a nossa saúde.

Tudo o que nós precisamos, é... de um LIMÃO CONGELADO.

Muitos profissionais da restauração, já utilizam o limão inteiro, nada é deitado fora.

Como podemos usar o limão inteiro sem nada desperdiçar?

Simples... coloque um limão bem lavado no congelador do frigorífico. Quando este estiver congelado, utilize o ralador de cozinha e rale o limão inteiro (sem necessidade de descascá-lo), e polvilhe os seus alimentos com este preparado.

Polvilhe as suas bebidas, gelados, sopas, cereais, massas, molhos, arroz, sushi, peixe, whisky... a lista é interminável.

Todos os alimentos terão inesperadamente um sabor maravilhoso, algo que talvez não tenha conhecido antes.

Provavelmente, até agora, você achava que só o sumo do limão tinha Vitamina C.

O limão completo introduz um novo sabor na comida. As cascas do limão que até agora eram deitadas fora, contêm cinco a dez vezes mais vitaminas do que o sumo.

Mas, a partir de agora, ao polvilhar o limão congelado (ralado) em cima dos seus alimentos, pode obter ainda mais saúde. As cascas do limão são saudáveis na medida em que destroem os elementos tóxicos do corpo.

Congele um limão bem lavado e rale-o todos os dias por cima das suas refeições e bebidas.

Esta é a chave mágica para tornar os seus alimentos mais saborosos e você será mais saudável e viverá mais tempo.

Este é o segredo do limão que agora acaba de ser revelado.

É melhor conhecê-lo tarde do que nunca.

Os benefícios surpreendentes do limão:

O limão (citros) é um fruto milagroso para matar as células cancerígenas.

É 10 000 vezes mais forte do que a quimioterapia.

Porque é que não sabíamos nada disto?

Porque existem laboratórios interessados em fazer uma versão sintética, que lhes dará enormes lucros.

Você pode ajudar um amigo ao informá-lo que o sumo de limão é vantajoso no tratamento do cancro.

O seu sabor é agradável e não provoca os efeitos secundários da quimioterapia.

Quantas pessoas morrem, enquanto este segredo é mantido para não pôr em perigo os interesses milionários da indústria farmacêutica?

Como sabemos, o limoeiro é conhecido pela sua variedade de limões e limas. Você pode comer as frutas de diferentes maneiras: a polpa, o sumo, preparação de bebidas, sorvetes, bolos, etc...

Apesar de um leque variado de benefícios do consumo do limão, o mais interessante é o efeito que produz sobre os quistos e tumores.

O limão é uma solução comprovada para todas as variantes do cancro.

Ele é considerado também um espectro antimicrobiano contra infecções bacterianas e fungos. É eficaz contra parasitas internos e vermes, regula a pressão sanguínea quando é muito alta, é um antidepressivo e combate o stress e os distúrbios nervosos.

Uma informação de um dos maiores fabricantes de medicamentos do mundo, diz que após mais de 20 testes desde 1970, os resultados revelaram que destrói as células malignas de 12 tipos de cancro, incluindo o do cólon, da mama, da próstata, pulmão e pâncreas...

Os constituintes deste fruto são 10.000 vezes melhores do que o produto Adriamycin, um medicamento utilizado no mundo inteiro como quimioterapêutico para reduzir a velocidade do crescimento das células cancerígenas.

E o mais surpreendente é: este tipo de terapia com o extrato do limão, apenas destrói células cancerígenas malignas e não afeta as células saudáveis.

Então, lave um limão, congele-o e rale a totalidade da fruta sobre os seus alimentos, gelados e bebidas

O seu corpo agradecerá.


Matéria indicada via face por Sidenir Bueno de Almeida 

domingo, 15 de setembro de 2013

PARA TRABALHAR EM CASA

REVISTA ISTO É N° Edição: 2287 | 13.Set.13 - 20:40 | Atualizado em 15.Set.13 - 10:59


Cada vez mais profissionais trocam o emprego convencional pela oportunidade de dar expediente no próprio lar

por Fabíola Perez




Trabalhar em casa sempre foi o sonho de muita gente. Se antes era um desejo pouco acessível, agora vem se tornando uma realidade para profissionais de diversos setores. Um estudo realizado pela companhia de recrutamento Hays Recruiting Experts mostrou que 31% das empresas já oferecem essa oportunidade a seus funcionários. Também estão ganhando força no mercado as franquias home based, que permitem ao fran­queado trabalhar em casa e ter menos gastos com infraestrutura e contratação de funcionários. “É uma forma de viabilizar um negócio de maneira mais ágil”, diz Osmar Afonso, sócio-diretor da BagNews, franquia especializada em publicidade para embalagens. “O franqueado pode investir sem correr riscos e ao mesmo tempo reduzir custos.








11 REGRAS DE BILL GATES



* Regra 1 – A vida não é fácil: – acostume-se com isso.

* Regra 2 – O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.

* Regra 3 - Você não ganhará R$ 20.000 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.

* Regra 4 - Se você acha seu professor rude, espere até ter um Chefe. Ele não terá pena de você.

* Regra 5 - Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.

* Regra 6 - Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.

* Regra 7 - Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.

* Regra 8 - Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido… RUA !!!!! Faça certo da primeira vez!

* Regra 9 - A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

* Regra 10 – Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.

* Regra 11 - Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

DIVISÃO DO BEIRA-RIO PREVÊ SÓCIO NOS CANTOS E COM MENSALIDADES AUMENTADAS


zero hora 27/08/2013 | 20h38

Divisão do Beira-Rio prevê sócios sem lugares marcados e aumento das mensalidades. Em mapa, Zero Hora mostra onde ficarão os setores e as zonas livres para os associados



Foto: João Linck,Inter / Divulgação


Leandro Behs

Com o avanço das obras do Beira-Rio e a reinauguração prevista para janeiro, o Inter começa a definir a nova localização dos sócios no estádio, bem como o reajuste das mensalidades. Uma pesquisa foi contratada pelo clube, a fim de ouvir os associados sobre onde eles desejariam assistir aos jogos a partir de agora e até mesmo sobre quanto eles aceitariam pagar pelas novas acomodações.

Há um temor entre dirigentes e conselheiros: que o Beira-Rio passe a ficar vazio, como vem ocorrendo com o Maracanã e com o Mineirão - cujos altos preços afastam o torcedor.

Nas próximas semanas, a direção encaminhará para o Conselho Fiscal e para a Comissão Especial para Relacionamento com Sócios uma proposta da nova setorização do estádio, com os locais para os associados e os lugares para as novas cadeiras locadas. Após será encaminhado ao Conselho Deliberativo com os pareceres das comissões. Há divergências entre integrantes da Comissão e da direção quanto aos novos valores das mensalidades e, ainda, quanto ao número de novas cadeiras locadas a serem oferecidas ainda em 2013.

Assim que as novas diretrizes forem aprovadas no Conselho, os associados serão chamados para o "direito de escolha" - o que o Grêmio chamou de "migração", quando saiu do Olímpico e foi para a Arena. O sócio poderá escolher o novo local do estádio onde assistirá aos jogos. As áreas centrais serão transformadas em cadeiras VIPs e locadas. O associado que não optar por setor de cadeira locada não terá lugar marcado e poderá ficar na "zona livre" - mas, mesmo assim, precisará indicar o setor onde permanecerá -, que deverá se espalhar das áreas das intermediárias até atrás das goleiras. Dos 51 mil assentos do novo Beira-Rio, o Inter terá direito a 42,5 mil lugares, a BRio (a empresa criada em parceria do clube com a Andrade Gutierrez para administrar o estádio), a 8 mil, entre cadeiras VIP, suítes e skyboxes - e outros 500 lugares serão destinados a convidados de honra e imprensa.


Sócios pagarão pelo menos 30% a mais em mensalidades

A área do antigo "boné" do Beira-Rio receberá as novas cadeiras a serem locadas - todas centrais, ou seja, no meio-campo. Há um debate em andamento sobre qual deve ser a oferta inicial dessas novas cadeiras locadas. A direção trabalhava com uma ideia de 6 mil a 8 mil cadeiras, com mensalidade a R$ 200. Mas há um problema. Como a BRio terá 5 mil cadeiras VIP, com direito a acesso direto e coberto desde o edifício-garagem concorrerá diretamente com as cadeiras do Inter. Assim, o clube deve optar por uma oferta menor de locadas, possivelmente 3 mil cadeiras, a fim de evitar prejuízos. A pesquisa apontou que um número superior a este pode causar perda de associados e representar espaços vazios no estádio.

– Ainda estamos em uma fase de discussões internas. Temos diversas propostas e nenhuma definição - disse o presidente da Comissão de Obras do Beira-Rio, Maxi Carlomagno. – Todos os exemplos estão sendo levados em conta para evitar que o Beira-Rio cometa erros que outras arenas do Brasil cometeram – acrescentou.

Ainda que Carlomagno não confirme valores, as mensalidades sofrerão reajustes quando o estádio reabrir. Dos atuais 100 mil sócios em dia do Inter, 25 mil não precisam comprar ingressos para os jogos. Eles pagam R$ 65 de mensalidade. Deverão passar a pagar algo entre R$ 85 e R$ 90. A grande maioria, os 60 mil que têm 50% de desconto na compra do ingresso para as partidas do Inter deixarão os R$ 26 mensais e começarão a desembolsar entre R$ 35 e R$ 40 ao mês.

– Visitamos todas as arenas em funcionamento no país e uma coisa posso assegurar ao nosso torcedor: teremos uma distribuição de lugares ao modelo Inter, sem haver uma ruptura como o estádio era vivenciado pelo torcedor. O Beira-Rio terá a mesma alma de antigamente – concluiu Maxi Carlomagno.

O mapa do novo Beira-Rio

Veja como ficará a divisão de lugares no estádio do Inter após a reforma: