quarta-feira, 24 de outubro de 2012

GATO-MOURISCO É FLAGRADO EM VIAMÃO

ZERO HORA 23/10/2012 | 22h43

Registro raro . Gato selvagem é flagrado na fazenda Quinta da Estância, em Viamão

Normalmente encontrado sozinho na mata, o gato-mourisco é bastante ativo, possui grande habilidade para subir em árvores e é bom nadador




Projeto de pesquisa espalha "armadilhas fotográficas" nos troncos de árvores para captar imagens dos animais Foto: Ismael Brack / Divulgação

Classificado como espécie vulnerável no Rio Grande do Sul, um gato-mourisco foi flagrado nas matas preservadas da Quinta da Estância, em Viamão, na semana passada. Para conseguir registrar os animais silvestres da fazenda de turismo rural pedagógico, localizada na Região Metropolitana, foram espalhadas armadilhas fotográficas. O registro foi feito pelo pesquisador Ismael Brack.

Por possuir uma camuflagem natural, é difícil visualizar o gato conhecido como jaguarundi nas áreas de mata. O felino selvagem de porte médio, encontrado entre o sul do Texas, nos Estados Unidos, e a América do Sul, não está na lista de animais em extinção. No entanto, como seu habbitat está sendo destruído, está classificado no Rio Grande do Sul como "vulnerável" no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção.

Normalmente encontrado sozinho na mata, o gato-mourisco é bastante ativo, possui grande habilidade para subir em árvores e é bom nadador. Tem o hábito de viver em bordas de banhados, beira de rios ou de lagos, sendo também encontrado em lugares secos com vegetação aberta.

Realizado desde agosto, o projeto de pesquisa já identificou também o graxaim do mato, tatu galinha e o gambá de orelha branca. As armadilhas fotográficas são fixadas nos troncos de árvores dentro das matas da Quinta da Estância, através de um sensor de presença instalado na máquina fotográfica digital.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

DEFININDO DECLÍNIO ORGANIZACIONAL



 Alexandre Pavan Torres, Universidade Federal de Santa Catarina
Emilio Araújo Menezes, Universidade Federal de Santa Catarina
Fernando A. Ribeiro Serra, UNISUL Business School
Manuel Portugal Ferreira, Instituto Politécnico de Leiria


Não dispomos de um conceito exato e taxativo sobre o que significa declínio na literatura acadêmica (KIMBERLY, 1976; CAMERON; WHETEN, 1983). Os trabalhos sobre declínio se desenvolveram usando a mesma base conceptual que os estudos que visam explicar o sucesso. Por exemplo, os estudos sobre a inter-dependência entre a organização e seu ambiente externo (LAWRENCE; LORSCH, 1967; MEYER, 1978; ALDRICH, 1979), os estudos focados na dependência de recursos (PFEFFER; SALACIK, 1978) e mesmo na detenção de recursos estratégicos superiores (BARNEY, 1986,1991). 
Outras contribuições vieram de trabalhos relacionados à incerteza (SIMON, 1962; THOMPSON, 1967; COHEN; MARCH, 1972) e da gestão de crise (SMART; VERTINSKY, 1977; STARBUCK, GREVE; HEDBERG, 1978; MILBURN; SCHULER; WATMAN, 1983). Alguns autores consideram mesmo que o declínio é algo de inevitável, dado que as empresas seguem um ciclo de vida mais ou menos determinístico que, eventualmente, conduzirá à morte das organizações. Mintzberg (1984), por exemplo, argumentou que as organizações atingem um ponto máximo e, depois, começam a declinar.

O declínio parece estar relacionado com a capacidade competitiva. A competitividade, segundo Ferraz, Kupfer e Haguenauer (1996, p. 3), pode ser definida como "a capacidade da empresa formular e implementar estratégias concorrenciais, que lhe permitam ampliar ou conservar, de forma duradoura, uma posição sustentável no mercado". Assim, os estudos de competitividade têm relação com o declínio e foi a perda de capacidade competitiva da indústria norte-americana de transformação, principalmente face à indústria japonesa, na década de 1980, que terá impulsionado os estudos sobre o tema (POSSAS, 1999).

No Brasil, a partir da década de 1990, com a abertura da economia brasileira ao exterior, as empresas e setores passaram a estar propensos a sofrerem os mesmos efeitos – face à incapacidade competitiva as empresas são gradualmente expelidas do mercado.

O declínio tem, ainda, sido relacionado a fatores como a dimensão da organização, a perda de quota de mercado, redução de ativos, diminuição dos lucros, queda na cotação das ações, redução da dimensão da empresa (ver, por exemplo. GREENHALGH, 1982, 1983). No entanto, na sua maioria, estas serão conseqüências do declínio e não fatores ex ante que conduziriam previsivelmente ao declínio. Outros autores argumentam que o declínio se relaciona à retração de mercado e à incapacidade da empresa reagir a mutações na demanda (MILLER; FRIESEN, 1984, CAMERON et al., 1987; WEITZEL; JONSSON, 1989; CASTROGIOVANNI, 1991). Wheten (1980, p. 577) em artigo precursor sobre o assunto, afirma que “o declínio organizacional, embora uma importante e fundamental preocupação das organizações tem recebido pouca atenção da pesquisa”.

Cameron, Sutton e Wheten (1988) argumentam que cerca de três quartos da literatura acadêmica em declínio organizacional apareceu após 1978. A partir de então, a compreensão do declínio e do sucesso das organizações tem sido um tema central na pesquisa acadêmica internacional em administração (FLECK, 2004), mas não, pelo menos de forma tão clara, no Brasil.

A seguir, na tabela 1, sistematizamos algumas definições de declínio, de trabalhos fundamentais publicados a partir da década de 1980.

Tabela 1. Definições de declínio organizacional

Autor - Definição ou sentido -  Observação

Grenhalgh (1983, p.232)
Definição - “O declínio ocorre quando a organização não consegue manter a capacidade de adaptação em
resposta a um ambiente estável, ou quando não consegue alargar ou aumentar o seu domínio sobre um nicho de mercado onde enfrenta gradualmente maior competição”.
Observação - Declínio, neste caso está definido como o oposto a adaptação. Os ambientes, em geral, não são estáveis e o conceito estático é limitado.

Levy (1986)
Definição - Define declínio organizacional como falta de consciência das ameaças ambientais, das fraquezas organizacionais e não estabelecer ações corretivas nestas condições.
Observação - A definição acrescenta a falta de atenção às ameaças ambientais e falta de ação.

Weitzel e Jonsson (1989, p. 94)
Definição - “As organizações entram no estado de declínio quando deixam de antecipar, reconhecer, prevenir, neutralizar ou adaptar às pressões externas ou internas que ameaçam a sobrevivência de longo prazo da organização”.
Observação - Os autores incorporam às definições anteriores a diferença entre declínio e períodos de consolidação e das demais respostas organizacionais às demandas por produtos e serviços.

Rozanski (1994)
Definição - Declínio é uma condição na qual acontece um decréscimo substancial e absoluto da base de recursos da organização.
Observação - Nesta definição a perda de recursos é que indica o declínio.


Um aspecto comum em relação aos diversos autores que procuraram definir declínio, é que este parece acontecer ao longo de um dado período de tempo. Whetten (1980), por exemplo, classifica o declínio segundo dois tipos de situações: a estagnação, que é mais provável ocorrer em organizações passivas e pouco flexíveis; e a redução, na qual existe perda de quota de mercado e decréscimo de competitividade. Outros autores, seguindo Whetten (1980), também enfatizaram os períodos de estagnação ou declínio (GREENHALGH,1983; CAMERON; ZAMMUTO, 1984). Pandit (2000) argumenta que a falha das organizações tem sido definida como um ‘declínio ameaçador da existência’ no desempenho. Entretanto, este declínio pode ser abrupto ou gradual, podendo ser precipitado por atos internos ou pela inatividade, assim como por eventos externos e fatores ambientais (WALSHE et al., 2004).

FONTE: WORKING PAPER Nº 26/2008, September 2008 - PARTE DO TRABALHO,O declínio das grandes empresas brasileiras

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

RECEITA DA DONA CASSILDA


Dona Cassilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.

E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução..

Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto.

Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.

Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.

- Ah, eu adoro essas cortinas....

- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco...

- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem. Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.

- Simples assim?

- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:

- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica..

Depois me pediu para anotar:

Como manter-se jovem:

1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso.

2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo. (Lembre-se disto se for um desses depressivos!)

3. Aprenda sempre: Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso. 'Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é Alzheimer!

4. Aprecie mais as pequenas coisas

5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele / ela!

6. Quando as lágrimas aparecerem. Aguente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo.

7. Rodeie-se das coisas que ama: Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refugio.

8. Tome cuidado com a sua saúde: Se é boa, mantenha-a.. Se é instável, melhore-a. Se não consegue melhora-la , procure ajuda.

9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa

10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.

domingo, 26 de agosto de 2012

CARREIRA PÚBLICA OU PRIVADA?

 
ZERO HORA 26 de agosto de 2012 | N° 17173

Quais as características principais de cada um dos setores e o que o profissional deve avaliar antes de escolher

MARIA AMÉLIA VARGAS

Estabilidade e segurança financeira ou o desafio diário em busca do sucesso profissional? As diferenças entre a carreira pública e a privada começam na forma de seleção e se estendem às rotinas de trabalho. Antes de decidir qual caminho seguir, entretanto, é necessário avaliar prós e contras, além de analisar qual das duas opções se adapta melhor a sua personalidade.

Pessoas com perfil muito arrojado, proativo e competitivo correm risco de se frustrar no serviço estatal, adverte Lilian Dulce Gerhardt, supervisora de Recursos Humanos da Metta Capital Humano.

– Há profissionais que são extremamente criativos e voltados aos resultados. Colocá-los em uma atividade rotineira e sem possibilidades de crescimento vai deixá-lo desmotivado – analisa Lilian.

As possibilidades de crescimento são mais rápidas no setor privado. Em contrapartida, o risco de ser substituído também aumenta. Para quem quer segurança, o trabalho público oferece a possibilidade de conquistar a garantia do emprego até a aposentadoria a quem for aprovado em concurso. O plano de carreira para esse funcionário, quando há, tem ritmo mais lento. Em compensação, os salários iniciais costumam ser mais atrativos e a seleção, de modo geral, é mais democrática: aceita homem ou mulher, iniciante ou experiente, jovem ou mais velho, desde que seja aprovado. Para se dar bem nessa área, é necessário ser uma pessoa resiliente e capaz de lidar bem com as questões hierárquicas:

– O profissional não vai chegar ao concurso dos sonhos em um período curto. Mesmo depois de assumir, precisará de constância de propósito para se destacar e provar que merece conquistar gratificações – destaca Liliane Carrier Sarturi, gerente regional da rede de cursos LFG-RS.

Independentemente do setor escolhido, as carreiras têm em comum a competitividade como motivação. Seja para superar um concorrente acertando mais questões em uma prova, seja provando que merece aquela promoção. Além disso, tanto a iniciativa privada quanto a pública necessitam de profissionais atualizados para desempenhar suas funções.

– Há características bem significativas que diferenciam cada uma dessas carreiras. Mas não se pode generalizar, pois existem trabalhos privados bastante burocráticos e atividades públicas muito movimentadas. O importante é que o bom profissional vai se destacar onde quer que esteja atuando – diz a psicóloga Simoni Missel, diretora da Missel Capacitação Empresarial e consultora de carreira.

Concurso ou Carreira privada

Empresa privada e setor público têm, cada um, suas peculiaridades em relação ao trabalho. As diferenças começam na forma de seleção e se estendem às rotinas de cada atividade. O candidato deve saber o que deseja: estabilidade e segurança financeira ou crescimento profissional mais rápido? Por isso, é importante avaliar os prós e os contras de cada setor, analisando o que melhor se adapta a sua personalidade.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

UM BOM CHURRASCO

G1 09/07/2012 11h51

Saiba como temperar a carne e veja dicas para fazer um bom churrasco

Especialistas explicam os benefícios desse alimento para a sua saúde. Calcula-se que, para uma refeição, a pessoa deve comer 400 g de carne.

Do G1, em São Paulo


Todo mundo adora um bom churrasco. Mas como preparar a carne de maneira saudável? O Bem Estar desta segunda-feira (9) recebeu o endocrinologista Alfredo Halpern e a nutricionista Cynthia Antonaccio para explicar os benefícios desse alimento para o organismo.

Apesar do alto teor de gorduras saturadas, as carnes são boas fontes de proteína, necessárias para o crescimento e manutenção do corpo humano. São também fontes importantes de ferro e vitamina B12, que participa da formação das células vermelhas do sangue. Sua deficiência causa, por exemplo, anemia e até mesmo danos neurológicos.

A nutricionista Cynthia Antonaccio recomenda não comer churrasco frequentemente e balancear a refeição com saladas e outros acompanhamentos mais saudáveis.

Mas é preciso cuidado na hora de preparar. Segundo o cirurgião do aparelho digestivo Fábio Atuí, os defumados e churrascos são impregnados pelo alcatrão, substância proveniente da fumaça do carvão, a mesmo encontrada na fumaça do cigarro, e que pode causar câncer.

Arte Bem Estar Carne (Foto: Arte/G1)


Peixes são também boas fontes de cálcio. Outro nutriente vital, o zinco, é necessário para o crescimento e desenvolvimento dos músculos e está disponível nos alimentos de origem animal.

Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, quando a carne entra no estômago, parte da proteína é dissolvida pelas enzimas. O pâncreas produz uma enzima chamada protease, que transforma a proteína em aminoácidos.

As carnes bovinas, de aves e de peixes têm cerca de 20% de proteína. Em geral, as proteínas de origem animal (carne, frango, peixe, leite e ovos) têm digestibilidade ao redor de 90 a 95%. A aplicação do calor aumenta a capacidade digestiva.
No caso da carne, o calor faz proteínas musculares coagularem e facilita a ação de enzimas digestivas.
As gorduras hidrolisadas também são dissolvidas pelo calor, o que também favorece a digestão.

Um estudo revelou que os homens, principalmente os mais jovens, não costumam tirar a pele do frango ou a gordura da carne vermelha antes de comê-las. Eles consomem quase duas vezes mais (45,9%) carne com excesso de gordura do que as mulheres (24,9%).
A dica principal de saúde na hora de consumir carne é optar mais pelo frango, peixe ou carnes com baixo teor de gordura. É importante também retirar as gorduras aparentes e a pele do frango.

As melhores opções são o patinho, o colchão mole e o filé mignon, que são menos gordurosos.
Entre as piores, está o cupim, que é retirado da parte mais gordurosa do boi. Salsicha, lingüiça e presuntos têm muita gordura e sal e devem ser consumidos moderadamente.

 
Dicas para preparar o churrasco

O churrasqueiro Istvan Wessel recomenda acender a churrasqueira 2 horas antes de servir a comida e, para acender, as melhores opções são os tabletes de álcool em gel ou o próprio álcool gel porque o álcool líquido pega fogo muito rápido e pode ser perigoso.

Segundo o churrasqueiro, o churrasco bom só tem três pontos: a carne mal passada, ao ponto e bem passada. Calcula-se que, para uma farta refeição, cada pessoa deve comer 400 gramas de carne.

Em relação ao tempero, o sal grosso é melhor para salgar a carne porque não se prende muito à carne, fica mais na superfície do alimento, e a pessoa acaba ingerindo menos sal. 

Wessel afirmou que é necessário bater o sal para não salgar demais. Não existe quantidade ideal de sal grosso para colocar na carne porque a carne não adere o sal e, depois de pronta, o excesso é eliminado.
Outra opção é o alho, alimento que ajuda no combate ao vírus da gripe e também impede a formação de placas de colesterol no organismo.


Para aproveitar todas essas propriedades, o ideal é que o alho seja consumido o mais fresco possível. Ou seja, sem cozimento ou alta temperatura. O alho frito é o que menos preserva as propriedades.
Em relação à gordura, a carne de churrasco deve ter, mas isso não significa que as pessoas têm de comer. A lingüiça é a opção com mais gordura, mas tem menos colesterol que a picanha, a alcatra, o cupim e a coxa de frango com pele. A picanha é a que tem mais ferro.

propriedades das carnes (100 gramas)
  Valor calórico Gordura saturada Gordura insaturada Colesterol Ferro
Peito de frango sem pele grelhado 165 kcal 1,01 g Mono: 1,24 g
Poli: 0,77 g
Gorduras totais: 3,02 g
85 mg 1,04 mg
Coxa de frango sem pele cozida ou assada 191 kcal 2,29 g Mono: 3, 05 g
Poli: 1,97 g
Gorduras totais: 7,31 g
94 mg 1,31 mg
Peito de frango com pele assado ou grelhado 197 kcal 2,19 g Mono: 3,03 g
Poli: 1,66 g
Gorduras totais: 6,88 g
84 mg 1,07 mg
Coxa de frango com pele 216 kcal 3,05 g Mono: 4,25 g
Poli: 2,5 g
Gorduras totais: 9,8 g
91 mg 1,33 mg
Filé mignon grelhado sem gordura 220 kcal 4,33 g Mono: 4,48 g
Poli: 0,52 g
Gorduras totais: 9,33 g
83 mg 3,69 mg
Picanha grelhada sem faixa de gordura
 
248 kcal 4,32 g Mono: 4,72 g
Poli: 0,47 g
Gorduras totais: 9,51 g
90 mg 3,12 mg
Alcatra 185 kcal 2,41 g Mono: 2,74 g
Poli: 0,28 g
Gorduras totais: 5,43 g
81 mg 2,94 mg
Costela de boi grelhada 224 kcal 5,28 g Mono: 5,23 g
Poli: 0,49 g
Gorduras totais: 11 g
76 mg 2,57 mg
Cupim assado
 
330 kcal 6,45 g Mono: 4,33 g
Poli: 0,23 g
Gorduras totais: 11 g
91 mg 2,7 mg
Línguiça suína grelhada
 
396 kcal 12,96 g Mono: 17,18 g
Poli: 3,9 g
Gorduras totais: 34 g
71 mg 1,13 m
Para preparar cada um dessas carnes, o churrasqueiro também deu dicas. A picanha tem que ser assada inteira. Já a fraldinha tem que limpar bem a gordura.

A lingüiça precisa de atenção porque resseca muito fácil. A maminha deve ser cortada na transversal para assar bem. E, por fim, o cupim, deve passar primeiro pela panela de pressão para depois ir para a churrasqueira.

O programa mostrou também como é feito o churrasco no Rio Grande do Sul, no espeto. A carne conversa o "suco" enquanto gira no espeto e, depois de pronta, deve ser "batida" para eliminar o excesso de sal. Para fazer em casa, é importante acompanhar a carne para virá-la enquanto ela for tostando.
No site do Bem Estar, a maioria dos internautas respondeu que prefere comer carne no ponto. Veja o resultado:

Enquete carne (Foto: G1)

domingo, 12 de agosto de 2012

FOCO NO ESTUDO PARA CONCURSOS

ZERO HORA 12/08/2012

Candidatos já começaram a se preparar para seleções concorridas, como Anatel, Ministério da Fazenda, Ministério Público e Tribunal de Justiça

 MARIA AMÉLIA VARGAS

O momento é especialmente favorável para quem busca uma vaga pública. Quatro aguardados concursos, com cargos de salários atrativos, foram lançados recentemente – Anatel, Ministério da Fazenda, Ministério Público e Tribunal de Justiça. Quem vem se preparando para as seleções, garantem os especialistas, sai com vantagem. Mas ainda dá tempo de reforçar o estudo e buscar conquistar a vaga naquele detalhe que irá diferenciá-lo dos outros candidatos.

Segundo Paulo Marques, diretor do curso preparatório Cetec, aprofundar os conteúdos de língua portuguesa e dar atenção às questões de raciocínio lógico são grandes trunfos:

– Em concursos concorridos como esses, é preciso ir além. As bancas estão exigindo cada vez mais conhecimentos teóricos de português. Não basta saber que tal palavra é acentuada, mas por que ela é acentuada.

Rene Chabar Kapitansky, diretor de gestão pública da Associação Brasileira de Recursos Humanos no Estado (ABRH- RS) indica ao candidato se focar em concursos de áreas similares para facilitar os estudos, “pois as matérias são semelhantes e o conteúdo programático também”.

– Quando se estuda para diversos concursos de áreas distintas, há uma tendência de dispersar o tempo em diversas matérias não correlatas, o que dificultará o aprofundamento do conhecimento – destaca Kapitansky.

Para quem pretende concorrer a uma das 950 vagas oferecidas pela Receita Federal, Sylvio Motta, autor de diversos livros sobre seleções públicas, como a obra Eu Vou Passar em Concursos, dá boas notícias:

– O conteúdo programático é o mais fácil que já vi, o número de disciplinas foi drasticamente reduzido e não faz parte da seleção o curso de formação que, antes, também reprovava o classificado na primeira etapa – salienta Motta.

Entre os muitos candidatos que largaram na frente nos estudos estão Laís Nisiane Quadros de Oliveira, 32 anos, e Carla Rejane Bastos Cremer, 50 anos. Ambas dedicam os três turnos do dia na preparação para concursos, e não descansam nem nos fins de semana.

Há dois anos, Laís largou o trabalho como recepcionista em uma farmácia para se dedicar exclusivamente ao objetivo de se tornar funcionária pública. Desde então, de manhã e de tarde, estuda por conta própria e à noite, na sala de aula.

Assim como a colega de estudos, depois de anos trabalhando como pedagoga, Carla decidiu que precisava dar um novo rumo para a sua vida profissional. Após um tempo parada, foi incentivada pelo marido a tentar a carreira pública.

– Depois de muitos anos, no início foi difícil voltar às apostilas. Mas depois que a gente pega o ritmo é mais fácil. Hoje me sinto bem mais segura para passar.


Dicas de especialistas
PROVA DE REDAÇÃO
A utilização constante de computadores tem prejudicado os candidatos nas provas de redação. Acostumados com a correção ortográfica de texto, muitos candidatos têm dificuldade em lembrar de regras de ortografia e acentuação, incidindo em erros de escrita. Outro fator que atrapalha é a utilização constante de chats na internet, onde alguns utilizam expressões abreviadas ou uma linguagem mais simplificada, o que não favorece o candidato na redação.
Deve-se praticar bastante o exercício da escrita, observando aspectos como estrutura da redação, objetividade, clareza e a utilização de uma linguagem que facilite a escrita, sem torná-la simples demais. Muitas vezes, na busca de utilização de palavras mais complexas, para demonstrar maior cultura verbal, o candidato pode incorrer em erro.
Outra dica é estar por dentro dos assuntos atuais, habituais temas das redações.
O mensalão tem tudo para ser tema de redação em algum desses concursos públicos.
BUSQUE AJUDA NOS ESTUDOS
Converse com profissionais da área para a indicação de outra bibliografia. Nas matérias jurídicas, por exemplo, há muitos livros disponíveis no mercado que não servem para concursos.
NÃO DISPERSE
O tempo é escasso, e há uma tendência de estudarmos mais aquelas matérias que mais gostamos ou entendemos. O foco deve ser o contrário: fixar mais os estudos em assuntos que tenhamos maior dificuldade.
EQUILIBRE O SEU DIA A DIA
Estudar muito é necessário, mas o candidato não deve abrir mão de atividades de esporte ou lazer. É claro que haverá uma diminuição natural na frequência a festas, cinemas ou baladas. Mas é fundamental que o candidato reserve um tempo diário ou semanal para suas atividades físicas e de diversão.
RESPEITE SEUS LIMITES
Nem todos têm a mesma capacidade de estudo. Cada um deve respeitar seus limites. Há momentos em que o candidato lê a matéria e não consegue absorver o seu conteúdo. Relaxe, faça outra atividade, descanse a mente. Quando se sentir melhor, volte aos estudos.
Informações específicas
ANATEL
As provas aplicadas pela Cespe têm uma peculiaridade: para cada acerto, o candidato ganha um ponto, para cada erro, perde um ponto, se deixar a questão em branco, não soma nem perde pontos. Ou seja, cada questão errada anula uma questão certa. Nesse tipo de prova, o candidato deve ter certeza da resposta, porque o erro é penalizado. Assim, em caso de dúvida, a melhor opção é deixar a questão sem marcação.
Comparando ao modelo tradicional, as provas da Cespe exigem estudo bem mais aprofundado, pois no modelo de múltiplas opções, há sempre duas alternativas (pelo menos) totalmente erradas, possibilitando ao candidato optar, mesmo em caso de dúvida, por uma das alternativas que sobram.
Nesse caso, a possibilidade do “chute” é totalmente desaconselhada. Por exemplo, em uma prova de 120 testes, com acerto de 60% das questões pelo candidato, sua nota será de 24 pontos (72 pontos de acertos, menos 48 pontos pelos erros) e no modelo tradicional a nota será de 72 pontos.
MINISTÉRIO DA FAZENDA
A dica é fixar mais os estudos no terceiro grupo de provas, no qual estão as matérias com maior dificuldade para atingir o índice mínimo de 40% em cada matéria e 60% neste grupo. Na parte de legislação tributária, há conteúdo novo, versando sobre Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Renda.
MINISTÉRIO PÚBLICO E TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Geralmente, nas áreas do Direito, a parte de conhecimentos específicos é a grande vilã dos candidatos. Em estudos na área de legislação, a dica é utilizar o site da Presidência da República (www.presidencia.gov.br/legislacao), que oferece desde a Constituição Federal até as medidas provisórias, passando pelos códigos e leis, além de disponibilizar uma revista jurídica trimestral.
Fonte: Rene Chabar Kapitansky, diretor de gestão pública da Associação Brasileira de Recursos Humanos no Estado (ABRH- RS)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A PODEROSA VITAMINA "D"



Medicina & Bem-estar
REVISTA ISTO É, N° Edição:  2230 |  06.Ago.1

Novos estudos revelam que ela Combate doenças como Diabetes e hipertensão e até ajuda a emagrecer. o problema é que está em quantidade insuficiente em metade da população mundial

Mônica Tarantino e Monique Oliveira
 

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Os livros didáticos disponíveis atualmente ensinam que a vitamina D é essencial na formação dos ossos e dentes. Mas esses textos precisarão ser reformulados para acrescentar uma longa lista de benefícios descobertos recentemente, que revelam que a substância faz muito mais pelo organismo do que se imaginava. Ela ajuda a emagrecer, fortalece o sistema de defesa do organismo, auxilia na prevenção e tratamento de doenças como a diabetes e a hipertensão e está associada a uma vida mais longa – para falar somente de alguns de seus efeitos positivos. Por essa razão, a vitamina tornou-se a mais nova queridinha dos médicos em todo o planeta. Muitos já estão solicitando a seus pacientes que meçam sua concentração no corpo e façam sua reposição se assim for necessário.

Um dos achados mais reveladores – e que ajuda a sustentar a nova atitude dos médicos – surgiu de um trabalho de cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Eles sequenciaram o código genético humano para averiguar quais regiões do DNA apresentavam receptores para a vitamina. Receptores são uma espécie de fechadura química só aberta por chaves compatíveis – nesse caso, a vitamina D –, para liberar o acesso e a ação do composto à estrutura à qual pertencem.

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O time de Oxford descobriu nada menos do que 2.776 pontos de ligação com receptores de vitamina D ao longo do genoma. “A pesquisa mostra de forma dramática a ampla influência que ela exerce sobre nossa saúde”, concluiu Andreas Heger, um dos coordenadores do trabalho, publicado pela revista “Genome Research”. Isso quer dizer que sua presença faz uma bela diferença na forma como trabalham os genes. “Todas as células mapeadas possuem receptores diretos da vitamina”, explica o dermatologista Danilo Finamor, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A outra comprovação inquestionável do poder abrangente da vitamina no corpo humano veio de uma ampla revisão de trabalhos científicos realizada pela Sociedade Americana de Endocrinologia cujo resultado foi divulgado há dois meses. “Ela age no coração, no cérebro e nos mecanismos de proliferação e inibição de células, entre outros sistemas”, disse à ISTOÉ o bioquímico Anthony Norman, professor da Universidade da Califórnia (EUA), um dos maiores estudiosos do tema e integrante do comitê responsável pela compilação de dados a respeito do assunto. “A vitamina D também atua nos músculos, que são as únicas estruturas capazes de dar mais estabilidade aos ossos”, diz o ortopedista André Pedrinelli, do Hospital Santa Catarina, de São Paulo.

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Muito do que se sabe a respeito dos novos benefícios da substância é referente à diabetes tipo 2, que hoje exibe proporções epidêmicas no mundo. Trabalhos demonstram que níveis baixos da substância estão relacionados a uma disfunção ligada à origem da doença chamada resistência à insulina. A insulina é o hormônio que permite a entrada, nas células, da glicose circulante no sangue. No caso da diabetes tipo 2, ela não consegue cumprir sua função corretamente e o resultado é o acúmulo de glicose na circulação sanguínea, o que caracteriza a enfermidade.

Uma das pesquisas a evidenciar a relação vitamina D-diabetes tipo 2 foi feita pelo cientista Micah Olson, da Universidade do Texas (EUA). Ele mediu os níveis da vitamina, de glicose e de insulina no sangue de 411 crianças obesas e 87 não obesas. “As obesas com níveis mais baixos do composto tinham maior grau de resistência à insulina”, disse. Em adultos, dá-se o mesmo. No mês passado, estudo publicado na revista “Diabetes Care” mostrou que pessoas com pequena quantidade da substância apresentavam 32 vezes mais resistência à insulina do que a média dos voluntários avaliados.

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A informação do papel da vitamina no desenvolvimento da enfermidade mudou a conduta médica. A endocrinologista Maria Fernanda Barca, de São Paulo, membro da Sociedade Americana de Endocrinologia, por exemplo, é uma das que já indicam sua reposição, se for preciso. “Quando comecei a pedir dosagens, vi que cerca de 70% dos pacientes estavam com carência ou insuficiência da substância”, diz.

Também já existe um consenso científico de que, quanto mais obesa a pessoa, menos vitamina D ela apresenta. Não está claro, porém, se a obesidade por si só diminui a presença da vitamina no organismo ou se é o contrário. Mas, mesmo sem conhecer os mecanismos pelos quais a baixa concentração da substância contribui para o acúmulo de gordura, os médicos estão incluindo sua reposição na lista de estratégias mais recentes na briga contra a balança.

Só por ajudar no controle da diabetes e da obesidade – dois fatores de risco para doenças cardíacas –, a vitamina já poderia ser chamada de aliada do coração. No entanto, descobriu-se que ela combate também a hipertensão, bloqueando a ação de uma enzima envolvida na elevação da pressão arterial. “Por isso, pode ser dada como coadjuvante no tratamento da doença, se for comprovado seu déficit”, afirma Aluízio Carvalho, professor de nefrologia da Unifesp.

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O sistema imunológico é outro beneficiado. “Ela atua como um modulador do sistema de defesa do corpo”, explica a endocrinologista Cláudia Cozer, de São Paulo, diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. A quantidade certa da vitamina permite que o corpo se defenda melhor, por exemplo, das gripes e resfriados de repetição. “Uma das células beneficiadas por ela são os linfócitos T, que agem sobre as células estranhas e infectadas por vírus”, diz o bioquímico Anthony Norman, da Universidade da Califórnia. Alguns pesquisadores sugerem que a substância pode reduzir a mortalidade por pneumonia entre pacientes internados e ter ação específica sobre o bacilo de Koch, o causador da tuberculose.

Até as complexas doenças autoimunes se revelam sensíveis à vitamina. Essas enfermidades são desencadeadas por uma disfunção do sistema de defesa que faz com que ele comece a atacar o próprio organismo. Se ataca proteínas localizadas nas articulações, deflagra a artrite reumatoide. Se forem células da pele, há vitiligo ou psoríase. Nesse campo, a substância também tem sido vista como uma esperança, inclusive para pacientes de esclerose múltipla, enfermidade autoimune que acomete células nervosas e leva à perda gradual dos movimentos. Já se sabe que o seu avanço é mais rápido em quem convive com níveis baixos da substância, conforme documentou um estudo da Universidade de Maas­tricht, na Holanda, a partir do acompanhamento de 267 pessoas com a doença.

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RECEITA
A médica Cláudia Cozer é uma das que indicam
a reposição da vitamina se for preciso

Na Unifesp, mais de 800 portadores de esclerose múltipla estão recebendo doses do composto, sob responsabilidade do neurologista Cícero Galli Coimbra, um entusiasta do tratamento. “São doentes com déficit comprovado e resistência genética à vitamina”, explica o médico. “É uma terapia eficiente, que precisa ser divulgada”, diz Coimbra, criador do Instituto de Autoimunidade, voltado a esse tipo de tratamento.

Na mesma linha de intervenção segue a Universidade de Toronto, no Canadá. Pacientes com a enfermidade lá tratados apresentaram uma notável diminuição da perda de células nervosas. No entanto, o tratamento é considerado complementar e tem opositores. A terapia convencional da doença é feita com o medicamento interferon-beta, que modula o sistema imunológico.

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TRATAMENTO
O neurologista Cícero Galli coordena pesquisa sobre
o efeito da vitamina no controle da esclerose múltipla

A pesquisa das ligações do composto com o câncer é um campo dos mais desafiadores para os pesquisadores. Em junho, cientistas da Universidade da Carolina do Norte (EUA) anunciaram que pacientes com tumor de pâncreas com maior quantidade de receptores para a substância têm sobrevida maior do que os outros. Antes, eles já tinham sido encontrados pelos cientistas britânicos em áreas associadas à leucemia linfática crônica e câncer colorretal. Há também suspeita de que a vitamina regule genes ligados aos tumores de próstata e pesquisas mostrando doses deficientes em mulheres com câncer de mama. “Um estudo mostrou que o aumento de sua quantidade poderia impedir aproximadamente 58 mil novos casos de tumor de mama e 49 mil novos casos de câncer colorretal a cada ano”, disse à ISTOÉ a médica Archana Roy, da Clínica Mayo (EUA). “Mas outros trabalhos são necessários para esclarecer e comprovar essas relações”, pondera a endocrinologista Ana Hoff, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Embora seja chamada de vitamina, a substância é, na verdade, um pró-hormônio. Ou seja, dá origem a vários hormônios importantes para o corpo. É sintetizada a partir de uma fração do colesterol, transformada sob a ação dos raios ultravioleta B do sol. Ela também está presente em alimentos – principalmente peixes de água fria –, mas sua concentração neles é pequena e seria suficiente para fornecer apenas 20% das necessidades diárias.
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FALTA
No consultório da endocrinologista Maria Fernanda, 70% dos
pacientes tinham quantidade insuficiente da substância

É por essa razão que hoje os especialistas encontram-se preocupados. Ao mesmo tempo que fica cada vez mais clara sua importância para a saúde, o mundo enfrenta uma espécie de epidemia de déficit da substância. Segundo a Organização Mundial da Saúde, metade da população mundial tem menos vitamina D do que precisa. De acordo com a OMS, há insuficiência quando o exame de sangue indica uma concentração menor do que 30 ng/ml (nanogramas por mililitro de sangue). Valores abaixo de 10 ng/ml são classificados como insuficiência grave. Dosagens iguais ou superiores a 30 ng/ml estão na faixa da normalidade, cujo limite máximo é 100 ng/ml.

A enorme deficiência se deve principalmente à pouca exposição ao sol que as pessoas têm atualmente. Para que seja sintetizada na quantidade adequada, recomenda-se a exposição de partes do corpo (braços e pernas, por exemplo) entre 20 e 30 minutos ao sol diariamente, sem filtro solar. Ou, como orienta outra corrente, expor 15% da superfície da pele (equivale a dois braços) pelo menos três vezes por semana, com filtro solar. E, nesse caso, fazer complementação com suplementos receitados a partir da necessidade individual de cada um.

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Essas são as orientações de forma geral. Isso porque as descobertas recentes estão produzindo mudanças nas recomendações das concentrações ideais de acordo com grupos específicos. No ano passado, por exemplo, os americanos elevaram esses valores para a população da terceira idade. Seguindo a tendência americana, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) decidiu aumentar as suas indicações para crianças e adolescentes. “É importante lembrar que, para crianças maiores, a suplementação só será necessária caso a criança não atinja a quantidade de vitamina D recomendada apenas com alimentação e luz solar”, diz Virginia Weffort, do Departamento de Nutrologia da SBP.

A cautela é realmente imprescindível. “Não se deve tomar vitamina D indiscriminadamente”, adverte o endocrinologista Sharon Admoni, do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês. Em dose excessiva, ela causa enjoo, desidratação, prisão de ventre e pode aumentar a quantidade de cálcio, elevando a pressão arterial. Pode também gerar pedras nos rins. “O ideal é que quem faz suplementação seja bem monitorado pelo seu médico e faça exames periódicos de sangue”, diz a médica Ana Hoff. Dessa maneira, só haverá benefícios.

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Fotos: Montagem sobre foto shutterstock,Rogério Cassimiro/Ag. Istoé, JULIO VILELA, Pedro Dias e Gabriel Chiarastelli/Ag. Istoé; Shutterstock, Pedro Dias e Rafael Hupsel/Ag. Istoé; Shutterstock