SERVIÇO ZH. 5 dicas para a redação da UFRGS - ZERO HORA 06/01/2012
Hoje, Zero Hora traz recomendações das professoras Juliana Velho, do Colégio Salesiano Dom Bosco, e Luisa Canella, do Grupo Unificado, sobre a prova de redação do vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Com as dicas, você verá que escrever um texto dissertativo é menos complicado do que parece. Lembrando que o concurso começa no domingo, e a redação será na segunda-feira.
1. ORGANIZE O TEXTO E FIQUE ATENTO ÀS LINHAS
A estrutura do texto deve ser bem definida, com introdução – em que se apresenta a ideia –, desenvolvimento – no qual são explorados os argumentos –, e conclusão – que tem de retomar o ponto de vista do autor e oferecer uma solução possível de ser executada. A redação deve ter entre 30 e 50 linhas, sem esquecer o título.
2. CUIDADO COM O VOCABULÁRIO E AS NORMAS
Use um vocabulário apropriado. Os avaliadores não se impressionam com palavras “difíceis”. Não esqueça de prestar atenção às normas de ortografia, pois erros simples de acentuação, separação de sílabas e mau uso de letras maiúsculas e minúsculas tiram pontos valiosos do vestibulando.
3. SEJA CRIATIVO, MAS MOSTRE O QUE PENSA DE VERDADE
Fuja do senso comum. Normalmente, a primeira ideia que vem à cabeça é a mesma para milhares de candidatos. A redação deve demonstrar aquilo que você realmente pensa. O avaliador consegue perceber quando o candidato não está sendo sincero no que escreve. Quanto mais autoral for o texto, melhor.
4. FAÇA UM RASCUNHO E CRIE UM BANCO DE IDEAIS
Para fazer o rascunho, liste tópicos relacionados ao tema para criar um banco de ideias. Então, selecione as mais apropriados para expressar o que você quer. O rascunho é importante porque, no momento da transcrição para a folha de avaliação, é possível verificar a estrutura e corrigir erros de ortografia.
5. NÃO PERCA TEMPO COM "BRANCOS" OU "BLOQUEIOS"
Comece pela prova de língua portuguesa, pulando as questões que não conseguir fazer. Então, parta para o levantamento de ideias da dissertação e faça o rascunho. Dê um tempo na redação e termine as questões de português. Analise a redação e passe
a limpo. Sempre que tiver um “branco”, vá adiante nas questões ou volte para a redação.
Este é o diário virtual de Jorge Bengochea utilizado para tratar de temas amenos, saudáveis e pessoais. É uma trégua entre os embates no enfrentamento das múltiplas mazelas dos ineficientes sistemas político, jurídico, judicial, social, educacional, de saúde e de ordem pública vigentes no Brasil.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
A ARTE DA GUERRA ENTRE AS FORMIGAS

Formigas usam estratégia militar para acabar com inimigos - REINALDO JOSÉ LOPES. EDITOR DE "CIÊNCIA E SAÚDE" - folha.com, 29/12/2011 - 11h37
O chinês Sun Tzu (544 a.C.-496 a.C.) pode ter levado a fama de pai da estratégia militar com seu livro "A Arte da Guerra". Para o americano Mark Moffett, contudo, seria bem mais justo que o título ficasse com as formigas.
Pesquisador do Museu Nacional de História Natural dos EUA e fotógrafo de mão cheia, Moffett roda o mundo há décadas documentando o comportamento das criaturas.
Em seu livro "Adventures Among Ants" ("Aventuras Entre Formigas", ainda sem tradução para o português) e em artigo na revista "Scientific American" deste mês, ele defende que esses insetos sociais são o único tipo de animal que guerreia de forma semelhante aos Estados organizados por seres humanos.
Ou seja: milhares de indivíduos em formação cerrada, apostando tudo num confronto que pode significar a vitória ou a aniquilação.
QUESTÃO DE ESCALA
Muitos outros animais, como chimpanzés e lobos, envolvem-se em escaramuças "de fronteira" ou tocaias, mas nem chegam perto da escala homérica que caracteriza humanos e certas formigas, diz.
Entre as mais belicosas estão as asiáticas Pheidologeton diversus, ou formigas-saqueadoras, e as espécies de formiga-correição, como a Dorylus nigricans, da África.
As colônias desses bichos são a versão invertebrada dos hunos ou do exército de Gêngis Khan: hordas numerosíssimas (com até milhões de indivíduos), extremamente móveis, que não deixam pedra sobre pedra em seu caminho.
Mas elas não são devastadoras por mera força bruta. Sua primeira vantagem estratégica é a formação cerrada, ou seja, a capacidade de empacotar muitas formigas na frente de batalha, criando uma muralha impenetrável de soldados. É o que faziam os antigos gregos e macedônios, por exemplo.
As formigas-saqueadoras, além disso, desenvolveram seu próprio batalhão de operações especiais.
Enquanto o grosso do ataque depende de operárias diminutas, que existem em grande número e são relativamente descartáveis para o formigueiro, os golpes de misericórdia nos inimigos mais parrudos são dados por "capitãs" enormes, que chegam a ser 500 vezes mais pesadas que as "soldadas rasas".
De quebra, elas ainda servem de "tanque", carregando as operárias menores para a frente de batalha.
ALMA DO NEGÓCIO
Guerra psicológica? Formigas que escravizam outras espécies a praticam também, "bombardeando" o formigueiro alheio com substâncias que deixam suas inimigas em pânico.
Para Moffett, os motivos que levaram algumas espécies de formigas a adotar a guerra total são muito parecidos com os que operaram nos Estados humanos.
"As sociedades menores são mais flexíveis e acabam se mudando quando o conflito aparece", disse o pesquisador à Folha. "Já as maiores conseguem armazenar mais comida, força de trabalho e tropas de reserva, criando estradas, infraestrutura complexa e exércitos para conquistar suas rivais", explica.
*"ADVENTURES AMONG ANTS: A GLOBAL SAFARI WITH A CAST OF TRILLIONS"
AUTOR Mark Moffett - EDITORA University of California Press
Formigas em combate tomam decisões democraticamente
Não é raro achar elogios à sociedade das formigas nos textos de ideólogos humanos que simpatizam com o autoritarismo. Esses sujeitos não poderiam estar mais enganados, diz Mark Moffett.
"De fato, as formigas mostram devoção inquestionável à sua sociedade, mas isso é muito diferente da devoção a um líder político ou a uma hierarquia", explica o pesquisador americano.
"Não existe ninguém controlando as vidas delas", diz Moffett. Nos combates, não há "oficiais" dando ordens. Cada formiga que encontra um inimigo deixa um rastro de feromônios (odores especiais que funcionam como sinalizadores químicos).
VOTANDO COM O CHEIRO
O aroma recruta outras "soldadas" para a pancadaria, as quais também liberam seus próprios feromônios.
Quanto mais formigas reforçarem o rastro, mais forte será o sinal de alarme enviado para o formigueiro.
Da mesma forma, assim como entre os britânicos, a rainha reina, mas não governa, lembra Moffett. Ela é apenas a reprodutora oficial (as operárias, de todos os tipos, costumam ser estéreis).
Moffett diz que andou por todos os países da América do Sul (além dos demais continentes) em busca dos insetos. Ele não tem uma formiga brasileira favorita.
"Seria impossível escolher uma só. A melhor coisa no Brasil é a diversidade de formigas, que é maior do que em qualquer outro lugar do mundo", diz.
A próxima parada do pesquisador, na semana que vem, é a Etiópia. "Vou escalar árvores nos últimos fragmentos de floresta.
domingo, 25 de dezembro de 2011
PIAZITO DO PEITO

BUENAS TCHÊ!" - Ibes Carlos Schmitz Pacheco , 25 de Dezembro de 2011 12:37
E eis que surge lá no FUNDÃO DA ESTÂNCIA, após se ENTREVERAR mundo a fora, por várias COXILHAS, LOCO DE BUENACHO, o ÍNDIO NOEL, montadito em sua charrete cheia de presentes, que mais parece um mascate vindo do Uruguai.
Veio para novamente celebrar o nascimento do PIAZITO DO PEITO, O GAUDÉRIO DOS PAMPAS, chamado JESUS, filho de D. MARIA, pinguancha flor de rezadeira, e do SEU JOSÉ, um carpinteiro loco de bom.
Este PIAZITO veio pra salvá toda a INDIADA perdida pelas CARRERAS da vida.
Que este Natal, traga PAZ, SAÚDE e PROSPERIDADE, a todos MARAGATOS, CHIMANGOS e VIVENTES, DE TODAS AS VÁRZEAS E COXILHAS.
UM BAITA QUEBRA COSTELA, TCHÊ, e um 2012 LOCO DE ESPECIAL...
O MESTRE DOS ESPETOS
Foto: Tadeu Vilani

Beleza Interior: o melhor assador do Rio Grande. Penúltimo personagem da série Beleza Interior, Chico Fialho tornou-se lenda em Lagoa Vermelha - Fabrício Carpinejar, ZERO HORA, 24/12/2011 | 20h00
Honrando o fio do bigode grisalho, Chico Fialho faz coisas que ninguém espera.
Descarna um boi inteiro e estende o animal em varal a céu aberto como obra de arte. O bicho desventrado é um quadro expressionista na moldura do pampa.
Sua manta de charque impressiona todo açougueiro: o lanho preciso, cirúrgico, de quem conhece cada encaixe do osso do rebanho.
Francisco Fialho, 79 anos, natural de Vacaria, tornou- se uma lenda de Lagoa Vermelha, cidade de 28 mil habitantes, a 314 quilômetros de Porto Alegre.
Já assou para 4 mil pessoas, abriu mais de 6 mil cabeças de gado, já foi tricampeão da Festa Nacional do Churrasco, montou uma das mais saborosas linguiças campeiras da região.
– Churrasco ou morte! – grita o paladino, vestido a caráter, em cima do cavalo, imitando Dom Pedro I, com a mudança de cenário do Rio Ipiranga para o Rio Pelotas.
De boina, estojo de 40 facas e botas de couro, Chico é o sonho de casamento da salada de maionese. Dispensa ajuda para reger a fumaça da chaminé.
Nos anos 50, ao lado de Celso Teles, criou o corte alongado da carne, retangular, que abrasa de modo uniforme.
Uma invenção tão importante quanto a térmica para o chimarrão.
– É uma oposição ao churrasco tradicional de pedaços, onde a carne fica solta e irregular.
Espetamos maminha e alcatra tudo junto – explica Fialho.
Ele fecha o corpo do assado igual a um chef selando o filé. Quatro centímetros de espessura, sem abrir durante o cozimento, para gerar o transbordante suco somente na hora de comer. A incisão na costela é vertical, de cima para baixo, em vez do costume horizontal das churrascarias.
Chico tem rituais quase religiosos. Ele usa exclusivamente lenha e espeto de pau (o de ferro aquece a carne por dentro mais do que deveria), e recusa conservantes (“Quero picanha com idade honesta. Como eu, que não pinto o cabelo”).
Sua mais veemente loucura é conversar com o fogo. Escuta o crepitar tal nuances de uma voz.
– O fogo manda e eu obedeço. Diferencio os estalos, eles me avisam do andamento dos espetos. Vi fogo pedir socorro e churrasqueiro nem acudir.
A temperatura dos tijolos, bem como sua cor, também revela a qualidade da churrascada. Uma de suas regras é não beber.
Considera a embriaguez do assador o principal motivo do sabor emborrachado da refeição.
– Não tomo bira naquele momento, não existe como servir dois senhores ao mesmo tempo.
Chico é sério, compenetrado, profissional, desaparece na boca das brasas. Ele controla a altura do fogo com pá de terra.
– A terra é minha parceira, amansa a labareda e não agride como a água ou o vento – diz.
Sábio em seu ofício, recomenda um decálogo para prevenir tragédias gustativas:
1) Não abane o carvão com papel, é uma demonstração clara de desespero.
2) Evite avental, fogo não gosta de babá.
3) Não tente atalhos, afobar o serviço, atender ao atraso de uma visita. Chama é como mulher. Quanto mais apressa, mais ela se atrapalha para sair.
4) Churrasco é igual a paella. Pontual, não se disfarça madureza.
5) A carne deve começar a assar pelo lado do osso, não pela gordura. A gordura é o grande final artístico, responsável pelo acabamento.
6) Não vire a carne de um lado para o outro, churrasqueira não é pebolim.
7) Não é melhor salgar demais do que não salgar. Os dois jeitos estragam o churrasco.
8) Com pedaço excessivamente grosso, a carne ficará crua.
9) Bem passado e malpassado acontecem ao mesmo tempo quando o churrasco dá certo.
10) O silêncio de quem come é sinal de satisfação. Só o gemido supera a quietude.
O único mandamento que ele admite quebrar é o décimo. Chico ama elogio escandaloso.
– O churrasqueiro é sempre o mais carente da família, e que a bajulação siga de preferência pela semana, até o próximo churrasco.

Beleza Interior: o melhor assador do Rio Grande. Penúltimo personagem da série Beleza Interior, Chico Fialho tornou-se lenda em Lagoa Vermelha - Fabrício Carpinejar, ZERO HORA, 24/12/2011 | 20h00
Honrando o fio do bigode grisalho, Chico Fialho faz coisas que ninguém espera.
Descarna um boi inteiro e estende o animal em varal a céu aberto como obra de arte. O bicho desventrado é um quadro expressionista na moldura do pampa.
Sua manta de charque impressiona todo açougueiro: o lanho preciso, cirúrgico, de quem conhece cada encaixe do osso do rebanho.
Francisco Fialho, 79 anos, natural de Vacaria, tornou- se uma lenda de Lagoa Vermelha, cidade de 28 mil habitantes, a 314 quilômetros de Porto Alegre.
Já assou para 4 mil pessoas, abriu mais de 6 mil cabeças de gado, já foi tricampeão da Festa Nacional do Churrasco, montou uma das mais saborosas linguiças campeiras da região.
– Churrasco ou morte! – grita o paladino, vestido a caráter, em cima do cavalo, imitando Dom Pedro I, com a mudança de cenário do Rio Ipiranga para o Rio Pelotas.
De boina, estojo de 40 facas e botas de couro, Chico é o sonho de casamento da salada de maionese. Dispensa ajuda para reger a fumaça da chaminé.
Nos anos 50, ao lado de Celso Teles, criou o corte alongado da carne, retangular, que abrasa de modo uniforme.
Uma invenção tão importante quanto a térmica para o chimarrão.
– É uma oposição ao churrasco tradicional de pedaços, onde a carne fica solta e irregular.
Espetamos maminha e alcatra tudo junto – explica Fialho.
Ele fecha o corpo do assado igual a um chef selando o filé. Quatro centímetros de espessura, sem abrir durante o cozimento, para gerar o transbordante suco somente na hora de comer. A incisão na costela é vertical, de cima para baixo, em vez do costume horizontal das churrascarias.
Chico tem rituais quase religiosos. Ele usa exclusivamente lenha e espeto de pau (o de ferro aquece a carne por dentro mais do que deveria), e recusa conservantes (“Quero picanha com idade honesta. Como eu, que não pinto o cabelo”).
Sua mais veemente loucura é conversar com o fogo. Escuta o crepitar tal nuances de uma voz.
– O fogo manda e eu obedeço. Diferencio os estalos, eles me avisam do andamento dos espetos. Vi fogo pedir socorro e churrasqueiro nem acudir.
A temperatura dos tijolos, bem como sua cor, também revela a qualidade da churrascada. Uma de suas regras é não beber.
Considera a embriaguez do assador o principal motivo do sabor emborrachado da refeição.
– Não tomo bira naquele momento, não existe como servir dois senhores ao mesmo tempo.
Chico é sério, compenetrado, profissional, desaparece na boca das brasas. Ele controla a altura do fogo com pá de terra.
– A terra é minha parceira, amansa a labareda e não agride como a água ou o vento – diz.
Sábio em seu ofício, recomenda um decálogo para prevenir tragédias gustativas:
1) Não abane o carvão com papel, é uma demonstração clara de desespero.
2) Evite avental, fogo não gosta de babá.
3) Não tente atalhos, afobar o serviço, atender ao atraso de uma visita. Chama é como mulher. Quanto mais apressa, mais ela se atrapalha para sair.
4) Churrasco é igual a paella. Pontual, não se disfarça madureza.
5) A carne deve começar a assar pelo lado do osso, não pela gordura. A gordura é o grande final artístico, responsável pelo acabamento.
6) Não vire a carne de um lado para o outro, churrasqueira não é pebolim.
7) Não é melhor salgar demais do que não salgar. Os dois jeitos estragam o churrasco.
8) Com pedaço excessivamente grosso, a carne ficará crua.
9) Bem passado e malpassado acontecem ao mesmo tempo quando o churrasco dá certo.
10) O silêncio de quem come é sinal de satisfação. Só o gemido supera a quietude.
O único mandamento que ele admite quebrar é o décimo. Chico ama elogio escandaloso.
– O churrasqueiro é sempre o mais carente da família, e que a bajulação siga de preferência pela semana, até o próximo churrasco.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
PAÍS DA BOEMIA

EU ESTIVE LÁ. CARLOS ROBERTO CARDOSO FILHO E LUCIANA SCATENA CARDOSO - ZERO HORA 20/12/2011
Viajar sempre foi algo extremamente prazeroso para nós, mas, confesso, a Irlanda nunca foi um país que nos chamou a atenção. Não estava em nossos planos conhecê-lo. Tudo mudou quando meu irmão e minha cunhada foram morar em Dublin. A partir de então, a Irlanda e, mais precisamente, sua capital passaram a nos interessar muito, pois meu irmão só fazia elogios ao país e a seus habitantes.
A Irlanda tem uma semelhança enorme com o Rio Grande do Sul, pois os dois povos são extremamente aguerridos, têm cultura própria e valorizam e perpetuam sua história. Nos tornamos admiradores desse país e, neste ano, fomos conhecê-lo. Preferimos ir no verão europeu, pois, no inverno, Dublin permanece coberta de neve, e a temperatura dificilmente fica positiva, chegando a fazer -10ºC .
Passamos quatro dias lá e foi surpreendente. A cidade foi fundada pelos vikings, que a dominaram até o ano 1170. Portanto, pode-se imaginar a rica história que há nas suas construções. É cortada pelo Rio Liffey, e um dos grandes pontos turísticos da cidade é o bairro Temple Bar, onde fica o pub homônimo, o primeiro de Dublin, aberto em 1846 por Sir William Temple. A partir daí, foram surgindo novos pubs e bares na região, e todo o bairro foi batizado com esse nome. É uma região boêmia, onde você encontra os mais variados tipos de pubs, boates, bares e música ao vivo na rua.
Boemia e bebidas de qualidade são a marca registrada de Dublin, onde destacam-se a cerveja Guinness e o destilado Jameson. Essas duas bebidas são motivo de orgulho para os irlandeses, e as duas fábricas são pontos turísticos da cidade. Recomendamos a visita, pois, além de poder apreciar a bebida, o tour é muito bonito e repleto de informação. Para finalizar, há o belo Gravity Bar, no último andar da fábrica da Guinness, onde o visitante pode apreciar a bela vista da cidade por suas paredes de vidro, tomando um excelente Pint (copo de 473 ml) de Guinness tirado na hora.
Dublin vai muito além da sua vida noturna, tendo belos locais para serem visitados, como a catedral de St. Patrick, os parques Phoenix e St. Stephens Green e a Grafton Street, rua que tem alguma semelhança com a nossa Rua dos Andradas, por ser um local de compras no centro da cidade e onde não há circulação de automóveis.
Irlanda
Pubs e castelos são as principais atrações da Irlanda, como contam os leitores nesta página e no Facebook (www.facebook.com/viagemZH):

“Na foto, a Igreja de St. Patrick, o santo padroeiro dos irlandeses, em Dublin. A devoção ao seu protetor acompanha os irlandeses e atravessa oceanos, aonde eles estiverem”. Isadora Fregonesi Antunes e José Carlos Salomão Junior, de Francisco Beltrão (PR) e Santo Ângelo, em setembro 2009

“A Irlanda é um lugar fascinante, daqueles que nos fazem querer voltar. Um povo acolhedor e simpático, que, apesar de viver num clima cinza, supera isso com alegria, bebendo e cantando nos diversos pubs espalhados pelas cidades. Não deixe de visitar os inúmeros castelos e conhecer sua história, a cervejaria Guinness e os tantos pubs, em especial o Temple Bar. Na foto, o Castelo de Dublin”. Sofia Teixeira de Lima Correia Pinto, Carlos André Nogueira Oliveira, Teodoro Martins Oliveira e Liliana Martins, em outubro de 2011

“Na região de Corneara, cercada de montanhas, lagos e rios, está a Abadia de Kylemore, construída entre 1863 e 1868 como castelo e transformada em abadia beneditina em 1920. O café anexo serve excelentes refeições”. Maria Olivia Bandeira Martha, de Porto Alegre, em agosto de 2011

“Kenmare é uma pequena, linda e colorida cidade a 75 quilômetros de Cork, na costa sul da Irlanda. Ali, fica o Sheen Falls Lodge, que teve estabelecidas as primeiras pedras no ano de 1600 e foi a residência de verão do Marquês de Lansdowne. Hoje, é considerado um dos mais impressionantes hotéis cinco estrelas do país, em meio a florestas mágicas e cascatas. Foi uma inesquecível comemoração do meu aniversário de 34 anos. Além da colorida cidadezinha de Kenmare, o turista que vai à Irlanda precisa dar uma passadinha nos magníficos jardins do Palácio de Muckross House, nos Lagos de Killarney, e conferir a exuberante vista dos penhascos Cliffs of Moher (oeste)”. Juliana Sanches Steiner, de Dubai, em julho de 2011
Para participar, você deve enviar suas fotos para o e-mail seuolhar@zerohora.com.br, colocando seu nome, a cidade onde mora, além da data em que a foto foi tirada. Deve ainda escrever uma dica sobre o lugar visitado. Há ainda a opção de enviar a foto para o site www.clicrbs.com.br/viagem/participe, clicando em “Envie uma galeria”. Participe dos próximos desafios
domingo, 11 de dezembro de 2011
O AMOR ACABA?

RODRIGO DA CUNHA PEREITA, PRESIDENTE DO INSTITUTO BRASILEIRO DE DIREITO DE FAMÍLIA, DOUTOR EM DIREITO CIVIL E ADVOGADO - zero hora 11/12/2011
Os dados do IBGE divulgados em 30/11/11, de que o ano de 2010 foi recorde na taxa de divórcios, correm o risco de reforçar a descrença em uma conjugalidade duradoura e induzir a uma leitura equivocada de que a família brasileira não está bem. Certamente, esse elevado índice advém de uma demanda reprimida, cuja vazão foi dada pela mudança da legislação. A Emenda Constitucional nº 66, de julho de 2010, facilitou e simplificou o divórcio de casais, acabando com os prazos para se formalizar o fim do casamento, e extirpou do ordenamento jurídico brasileiro o inútil e anacrônico instituto da separação judicial (antigo desquite), imprimindo mais responsabilidade aos casais. Afinal, quem deve decidir sobre o fim da própria vida conjugal não é o Estado, mas o próprio casal.
O fim do casamento não significa o fim da família, mas tão somente que aquele núcleo familiar se transformou em binuclear. Também não é o fim da felicidade. Quem tem filhos tem uma responsabilidade maior com a manutenção do casamento. Mas isto não significa que se deva manter um casamento a qualquer custo. O divórcio, por mais sofrido e indesejável que seja, pode significar um ato de responsabilidade com a própria saúde. O cuidado com o casamento passa pela compreensão em distinguir desejo de necessidade. Muitas vezes, o divórcio não é desejo, pois imaginava-se ficar casado para sempre. Mas torna-se necessidade em razão de determinadas circunstâncias, como, por exemplo, quando há reiterado desrespeito ou até mesmo violência doméstica. Tal necessidade se impõe para se preservar ou resgatar a própria dignidade, após tantas humilhações sofridas. Outras vezes, embora não haja necessidade de se colocar fim ao casamento, há o desejo de reconstruir uma vida nova para voltar a ser feliz. E, se não foi possível reacender o desejo com a pessoa com quem se está casado, ou vivendo em união estável, o jeito é assumir que o amor chega ao fim, criar coragem e cumprir o difícil ritual de passagem que é o divórcio.
As facilidades jurídicas para se colocar fim ao casamento trazidas pela Emenda Constitucional nº 66, ao contrário do que se pensa, vieram ajudar a preservá-lo. Na medida em que o Estado deixa de tutelar os casais, estabelecendo prazos e culpa pelo fim da conjugalidade, consequentemente imprime mais responsabilidade às pessoas pela manutenção de seus vínculos amorosos. Foi a substituição do discurso de culpa, tão paralisante do sujeito, pelo da responsabilidade. E assim pode-se refletir melhor sobre desejo e necessidade da manutenção do casamento e até mesmo sobre o porquê de sua mantença ou não.
O amor conjugal tem prazo de validade? Afinal, o que mantém um casamento, ou o que o faz acabar? Quando permitimos que nossas neuroses cotidianas se tornem maiores que o amor, elas certamente conduzirão ao divórcio. É aí que se começa a voltar o olhar para outra direção ou a interessar-se por outras pessoas. Em outras palavras, o amor acaba porque se começa a ver os defeitos do outro, ou começa-se a enxergar e realçar os defeitos do outro porque o desejo já não está mais ali?
Apesar de todas as facilitações para se dissolverem casamentos, apesar dos amores tão líquidos de nosso tempo, a conjugalidade continua possível e até melhor que antes. Mas dá trabalho! Vê-se na “Clínica do Direito”, agora sem tantas amarras jurídicas para se dissolver um casamento, que uma das possibilidades de o amor conjugal vencer as neuroses e o desencantamento é diluir o mal-estar, que geralmente advém de um mal-entendido, falando dele. Dizendo de outra maneira, ao invés de “engolir sapos”, é melhor cortar o mal pela raiz, esclarecendo a causa do incômodo através do exercício da palavra, que possa ser dita e ouvida com alma, sem rancor e sem agressões. Não é fácil, mas é necessário para cuidar do amor. E, nisto, temos que aprender com as mulheres, que talvez saibam mais sobre o amor do que os homens. De qualquer forma, e por mais elaborações verbais que tenhamos, ainda é Platão que continua apontando o melhor caminho para tornar a conjugalidade possível: o amor, para permanecer o mesmo, deve mudar sempre.
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